Copel amplia em 33% capacidade de geração de energia com novos investimentos em hidrelétricas do Paraná

Copel vai ampliar em 33% a produção de energia nas usinas Foz do Areia e Segredo com investimento de quase R$ 5 bilhões

A Copel dará início a uma das maiores obras de geração de energia de sua história ao aumentar a capacidade instalada em suas duas maiores usinas hidrelétricas: Foz do Areia e Segredo, no Rio Iguaçu. O projeto prevê a instalação de quatro novas turbinas, duas em cada usina, o que representará um aumento de 2,1 gigawatts (GW) à capacidade atual.

Atualmente, a Copel possui 6,2 GW de potência em hidrelétricas e eólicas, e com as ampliações deve alcançar 8,3 GW, o que corresponde a um crescimento de aproximadamente 33%. O investimento total será da ordem de R$ 3,6 bilhões para Segredo e R$ 1,3 bilhão para Foz do Areia.

Conforme informação divulgada pelo g1, o projeto faz parte do 2º Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência (LRCAP), promovido pelo governo federal, voltado à garantia da oferta energética nos momentos críticos do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Investimento histórico para o Paraná e geração de empregos

Esta é considerada a maior iniciativa de geração da Copel desde a década de 1990, consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de energia renovável do Brasil. O presidente da Copel, Daniel Slaviero, ressaltou a importância estratégica: “Vamos retomar os investimentos estratégicos de geração hidrelétrica em nosso Estado, com duas grandes obras simultâneas”.

As obras deverão começar ainda este ano e devem gerar cerca de 2 mil empregos diretos no pico dos trabalhos. As novas unidades geradoras têm previsão para entrar em operação até 2030, reforçando a matriz energética com energia limpa, segura e sustentável.

Detalhes dos projetos nas usinas Foz do Areia e Segredo

A Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida como Foz do Areia, atualmente tem capacidade instalada de 1.676 megawatts (MW) com quatro turbinas em operação. Após a ampliação, a potência total subirá para 2.536 MW.

O projeto de Foz do Areia aproveita a infraestrutura preparada na década de 1970, quando foram construídos dois poços adicionais para futuras turbinas. Essa vantagem reduzirá custos e o tempo da obra, estimado em 40 meses. A usina é uma espécie de “bateria natural” do sistema elétrico brasileiro por conta do seu reservatório que armazena grande quantidade de água, garantindo estabilidade e resposta rápida à demanda.

A Usina Segredo, situada a jusante de Foz do Areia, possui hoje 1.260 MW e, com a ampliação, chegará a 2.526 MW, praticamente dobrando sua capacidade. O projeto prevê a construção de uma nova casa de força próxima à atual, utilizando túneis antigos já escavados para transportar água, evitando impactos ambientais como desmatamento e interferência na rodovia local.

Além disso, será instalada uma nova linha de transmissão de 1,5 km para integrar a energia gerada à subestação Segredo, que também será ampliada. A Estação Experimental de Estudos Ictiológicos, voltada ao repovoamento dos rios com peixes nativos, receberá reformas para garantir a sustentabilidade ambiental da região.

Leilão LRCAP garante segurança energética com projetos eficientes e sustentáveis

O Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) foi criado para assegurar que o SIN disponha de potência suficiente para atender picos de demanda e eventuais escassezes hídricas. Participaram empresas detentoras de usinas hidrelétricas, termelétricas a gás natural e termelétricas a carvão, selecionando os cinco projetos mais eficientes em termos de custo e prazo.

Segundo o vice-presidente de Estratégia, Novos Negócios e Transformação Digital da Copel, Diogo Mac Cord, a participação da companhia focou no equilíbrio entre sustentabilidade, segurança energética e menor custo para o consumidor brasileiro. Ele destaca o papel crucial da geração hidráulica para a estabilidade do setor elétrico.

Com a transformação da Copel em corporação e a renovação das concessões das usinas por mais 30 anos, a empresa conseguiu avançar com estudos, obter licenças ambientais e apresentar propostas competitivas. Os contratos firmados terão vigência de 15 anos, assegurando a disponibilidade da energia para o país.

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