Consepir oficializa integrantes do Conselho com 56 conselheiros que atuarão no Paraná na promoção da igualdade racial e defesa dos direitos da população negra
A cerimônia de posse dos novos integrantes do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Consepir) no Paraná aconteceu em 6 de dezembro, no Memorial dos Direitos Humanos, em Curitiba. Ao longo do triênio 2026-2029, o colegiado terá 56 membros, entre 29 representantes do poder público e 27 da sociedade civil, atuando na formulação, acompanhamento e fiscalização das políticas públicas voltadas para a promoção da igualdade racial.
Segundo informações divulgadas na cerimônia, o Consepir é um espaço fundamental para a articulação entre diversas instituições e para garantir um avanço estruturado e participativo na construção de ações contra o racismo e pela valorização dos direitos da população negra no estado. A nova composição do Conselho destaca o papel ativo e deliberativo que terá durante seu mandato.
O evento contou ainda com a presença de representantes ligados à Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi), ao Tribunal de Justiça do Paraná, ao Ministério Público e a diversas entidades da sociedade civil organizada, reforçando a importância da integração entre setores para o fortalecimento das políticas afirmativas no Paraná, conforme informações oficiais divulgadas pela Semipi e demais órgãos envolvidos.
Nova fase de fortalecimento institucional com destaque à participação das mulheres
Ivânia Ramos dos Santos, diretora de Políticas Públicas da Igualdade Racial e Povos e Comunidades Tradicionais da Semipi e integrante do Consepir, afirmou que a nova composição marca uma fase de fortalecimento institucional do Conselho. Para Ivânia, o Consepir está consolidado como um ator ativo na construção de políticas públicas que promovem a igualdade racial, atuando com deliberação e conduzindo debates relevantes para o tema no Paraná.
Ela ressaltou também o marco histórico representado pelo expressivo número de mulheres que agora ocupam assentos no Conselho, apontando esse fato como reflexo dos avanços do estado na construção de políticas estruturadas e participativas em igualdade racial.
Atuação conjunta das instituições no combate ao racismo
O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, representando o Ministério Público, destacou o papel estratégico do Consepir que exige uma atuação conjunta entre instituições e sociedade civil. Segundo ele, o Conselho é um espaço central de articulação para enfrentar os desafios atuais.
“Diante dos desafios atuais, é fundamental a união entre instituições e sociedade. O Ministério Público se coloca como parceiro nesse processo, atuando para garantir direitos e fortalecer as políticas públicas”, enfatizou Olympio Neto durante o evento.
Expectativas da sociedade civil para os próximos anos
Edna Aparecida Mendes, suplente pelo Instituto Coletivo Black Divas, expressou sua expectativa de contribuir diretamente no enfrentamento ao racismo e no fortalecimento das políticas públicas voltadas para a população negra. Ela afirmou que é fundamental contar com um conselho específico que garanta espaço para necessidades e demandas do coletivo negro.
“Espero poder contribuir no combate ao racismo e na construção de políticas que melhorem a vida do nosso povo negro. A expectativa é de parceria e soma de esforços para que possamos avançar juntos nessa luta”, pontuou Edna Aparecida Mendes.
Composição representativa e apoio institucional
Além da diversidade de membros da sociedade civil, o Consepir conta com representantes governamentais de diversas secretarias estaduais, como Agricultura, Ciência e Tecnologia, Cultura, Educação, Justiça e Cidadania, Saúde, Segurança Pública, Desenvolvimento Social e Família, entre outras. A Assembleia Legislativa do Paraná também integra o colegiado, representada pelo deputado Goura Nataraj.
O evento oficial de posse, que reforça o compromisso institucional com a promoção da igualdade racial, reafirma o apoio administrativo da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) para que o Conselho possa exercer seu papel de forma efetiva na construção de políticas públicas estruturadas e participativas voltadas para a população negra no Paraná.






