Conselho de Ética da Alep ouve testemunhas sobre briga envolvendo deputado Renato Freitas em Curitiba

Conselho de Ética ouve depoimentos sobre suposta briga envolvendo deputado Renato Freitas e manobrista em Curitiba

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) iniciou nesta terça-feira (23) a fase de oitiva de testemunhas no processo que apura a quebra de decoro parlamentar pelo deputado Renato Freitas (PT). A investigação decorre de uma briga registrada no Centro de Curitiba entre o parlamentar e o manobrista Weslley de Souza Silva.

A denúncia, apresentada por oito autores, aponta violação do artigo 5º do Código de Ética e Decoro Parlamentar, que proíbe ofensas físicas ou vias de fato contra qualquer pessoa, no exercício do mandato. O processo tramita desde novembro de 2025 e agora avança para ouvir versões conflitantes sobre o episódio.

Conforme divulgação da Assembleia Legislativa do Paraná, o Conselho colheu depoimentos de testemunhas indicadas por ambas as partes, além de solicitar a juntada integral das imagens de monitoramento para um julgamento baseado em fatos completos.

Relatos trazem versões divergentes sobre origem e desenvolvimento da confusão

Weslley de Souza Silva, que trocou golpes com o deputado, declarou que a confusão teve início após uma discussão de trânsito nas ruas Vicente Machado e Visconde do Rio Branco. Segundo ele, parou o carro para que o deputado e uma acompanhante atravessassem, mas ambos cruzaram a via junto com ele, gerando o conflito.

Silva afirmou que após estacionar o veículo, foi surpreendido por Renato com uma “voadora”, além de agressões físicas também desferidas pelo assessor Carlos Alberto Ferreira de Souza. Ele disse não ter xingado o parlamentar, não conhecer ele pessoalmente e não possuir motivação política na ação.

Por sua vez, Carlos Alberto e Arleide Cerqueira, testemunhas indicadas pelo deputado Freitas, relataram que a confusão começou quando o motorista do carro avançou bruscamente e ofendeu o deputado com termos pejorativos, como “noia” e “lixo”. Arleide afirmou que Freitas buscava se defender diante da conduta agressiva e agressões físicas do homem.

Defesa pede juntada das imagens completas para análise no processo

O advogado do deputado Renato Freitas, Edson Vieira Abdala, solicitou ao Conselho de Ética que as gravações integrais das câmeras do edifício e sistema de monitoramento da região sejam anexadas ao processo. Segundo ele, os vídeos que circulam na internet estão recortados e editados, prejudicando a análise adequada dos fatos.

O relator do processo, deputado Marcio Pacheco (PP), ficará responsável por avaliar o pedido. Essa medida busca garantir transparência e um julgamento justo diante das versões e provas apresentadas.

Próximas etapas do processo e participação de Freitas

Na próxima terça-feira, 31 de março, o deputado Renato Freitas apresentará sua defesa e responderá às perguntas dos membros do Conselho de Ética em sessão marcada para as 10h30. Após essa etapa, as partes deverão apresentar alegações finais, seguidas do parecer do relator e o julgamento do caso.

A representação contra Freitas tem como autores vereadores de Curitiba e deputados estaduais, além do coordenador estadual do Movimento Brasil Livre (MBL). Participaram da reunião desta terça os deputados Delegado Jacovós (PL), Márcio Pacheco (PP), Thiago Bührer (União), além da secretária Márcia Huçulak (PSD) e do suplente Luiz Claudio Romanelli (PSD).

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