Conselho de Ética da Alep ouve testemunhas em processo contra deputado Renato Freitas por quebra de decoro na CCJ

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná analisa conduta do deputado Renato Freitas (PT) em episódio polêmico na CCJ, com depoimentos e debate sobre quebra de decoro parlamentar

Conforme informação divulgada pela Assembleia Legislativa do Paraná, a reunião do Conselho de Ética, presidido pelo deputado Delegado Jacovós (PL), teve nesta terça-feira, 10 de dezembro de 2025, a oitiva das testemunhas no processo contra Renato Freitas (PT). O parlamentar é investigado por suposta quebra de decoro durante sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), episódio que gerou um conflito envolvendo também o deputado Márcio Pacheco (PP) e o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz. O processo é um dos sete em tramitação contra Freitas no colegiado.

O conflito aconteceu em 24 de fevereiro de 2025, quando Freitas leu seu voto na sessão da CCJ e, incomodado com as risadas do assessor Niedzwiedz, o repreendeu. Segundo denúncia do deputado Tito Barichello (União), o parlamentar teria usado expressões ofensivas e desferido um golpe no assessor após o encerramento da reunião. A defesa de Freitas nega acusações e justifica a reação como resposta a provocações e deboches.

Nos depoimentos colhidos, o assessor Klemm Niedzwiedz negou que tenha ironizado Freitas e relatou agressão por parte do deputado. Seguranças do gabinete militar da Assembleia detalharam a contenção do tumulto, sem presenciar o momento do suposto empurrão. Já testemunhas de defesa confirmaram as supostas provocações do assessor ao parlamentar. A sessão terminou com pedido para inclusão de novos documentos e vídeos ao processo, que deve ser concluído em até 90 dias.

Contexto do conflito e denúncias apresentadas

Durante o debate na CCJ, enquanto o deputado Renato Freitas apresentava seu voto sobre um projeto, o assessor parlamentar Kenny Niedzwiedz teria causado incômodo ao rir e gesticular, provocando o deputado. O deputado Márcio Pacheco tentou intervir na situação, mas o impasse se prolongou até depois da sessão, quando no saguão houve nova discussão.

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No relato oficial da denúncia, feita pelo deputado Tito Barichello, Freitas teria chamado Pacheco de “coronelzinho de meia pataca” e o assessor de “idiota”, além de desferir um golpe no assessor, aumentando o nível do conflito. O advogado de Freitas, Edson Vieira Abdala, rebate as acusações, afirmando que “o deputado Renato simplesmente afastou o assessor, que continuava debochando” e que a ação foi motivada por provocações constantes.

Depoimentos das testemunhas e defesa do parlamentar

A primeira a depor foi o próprio assessor Kenny Niedzwiedz, que negou fazer deboche durante a sessão e afirmou que estava no celular no momento em questão. Ele relatou ter sido agredido por Freitas no saguão e denunciou exposição de seus dados pessoais nas redes sociais do deputado.

Seguranças do gabinete militar da Alep, capitão Felipe Vitor Hess e cabo Ricardo Luiz Martins, descreveram a contenção da confusão, mas afirmaram não ter presenciado o empurrão ou o momento central do conflito dentro da sessão.

Testemunhas indicadas pela defesa de Freitas confirmaram que o assessor teria mantido o comportamento provocativo e desrespeitoso, ignorando pedidos para cessar. Um destes depoimentos foi de Ellen Chatarine Procop Lefosse Nunes da Silva, que acompanhava a sessão interessada em projeto de segurança pública, e destacou as interrupções constantes e risadas do assessor durante a fala do deputado.

Outra testemunha, Jessica Candal Sato, assessora de comunicação de Freitas, reforçou que o tumulto dificultou seu trabalho e que viu o assessor continuar as provocações mesmo após a sessão, quando o deputado se retirava acompanhado de seu advogado.

Trâmite do processo e próximos passos no Conselho de Ética

O presidente do Conselho, deputado Delegado Jacovós, explicou que foi autorizado um prazo de cinco dias para a inclusão de novos documentos, vídeos e imagens no processo, atendendo a pedido da defesa. Após a fase de coleta de provas e diligências, começa a etapa das alegações finais, com pareceres da defesa e da relatoria.

O processo deve ser concluído em até 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 30, respeitando o rito normal do Conselho. A denúncia contra o deputado Renato Freitas foi apresentada logo após os fatos, em fevereiro de 2025, e recebeu relatoria atribuída ao deputado Dr. Leônidas (CDN) no dia 4 de novembro de 2025. A defesa prévia de Freitas foi protocolada em 27 de novembro.

O processo completo está disponível na aba Conselho de Ética do site da Assembleia Legislativa do Paraná, garantindo transparência na apuração. A reunião que ouviu as testemunhas ainda contou com a presença de deputados envolvidos e suplentes, incluindo Thiago Bühler (União), que substituiu o autor da denúncia Tito Barichello.

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