Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná inicia fase de oitivas no processo contra Renato Freitas devido a protesto em supermercado
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) deu início à fase de oitivas com as testemunhas de defesa do deputado Renato Freitas (PT). O parlamentar é investigado em um dos sete processos em tramitação no colegiado relacionados a sua participação em um protesto no supermercado Super Muffato, em Curitiba.
O protesto, ocorrido em 25 de junho do ano passado, ganhou repercussão devido às acusações de quebra de decoro parlamentar atribuídas a Freitas, com queixas de que ele teria impedido o funcionamento normal do estabelecimento e criado um ambiente de tensão. No entanto, os depoimentos e documentos apresentados apontam para outra versão dos fatos.
Conforme divulgação dos relatos e documentos oficiais do Conselho de Ética, a investigação continua com passos importantes para elucidar o caso, como a análise de vídeos e a integração das investigações conduzidas pelo Ministério Público do Paraná.
Segundo informações divulgadas pela Alep, a denúncia contra Renato Freitas foi protocolada por vereadores e deputados estaduais, e alegava que o deputado retirou cestas de compras das mãos de clientes e prejudicou o funcionamento do supermercado, fatos registrados em vídeo. Contudo, o Ministério Público concluiu que não houve crime na ação e instigou a investigação contra funcionários do estabelecimento pela morte de Rodrigo da Silva Boschen, jovem que furtou uma barra de chocolate.
Oitivas reforçam versão pacífica do protesto e ausência de atos violentos
Nas audiências realizadas, cinco testemunhas indicadas por Renato Freitas prestaram depoimento, incluindo pessoas que participaram da manifestação no local. Entre elas estavam o pai do jovem falecido, um professor, um bancário, um analista de marketing e um assessor parlamentar.
Todos enfatizaram que o ato foi pacífico, não gerou violência nem impediu o funcionamento do supermercado. Também descartaram qualquer atitude agressiva por parte do deputado na ocasião, reforçando que o protesto tratou-se de um ato legítimo motivado pela morte do jovem Rodrigo da Silva Boschen.
Defesa apresenta vídeos e investigações que inocentam deputado Renato Freitas
O advogado do parlamentar, Edson Vieira Abdala, protocolou dois vídeos referentes à participação de Renato Freitas no ato para anexação ao processo, assim como a investigação do Ministério Público que isenta o deputado de crime.
Ambas as solicitações foram aceitas pelo Conselho de Ética. Conforme o presidente do colegiado, deputado Delegado Jacovós (PL), o próximo passo será solicitar ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) os autos do processo que investiga o mesmo episódio, com previsão para a finalização das diligências em cerca de 10 dias.
Contexto e andamento do processo na Assembleia Legislativa do Paraná
A denúncia contra Renato Freitas foi protocolada em 27 de junho, apenas dois dias após o protesto, e o processo foi autuado em 3 de novembro. O parlamentar foi oficialmente citado no dia 11 do mesmo mês e apresentou sua defesa em 27 de novembro. Em 1º de dezembro, o relator deputado Artagão Júnior (PSD) apresentou parecer preliminar.
Na reunião na Alep, também compareceram os deputados Dr. Leônidas (CDN), Márcia Huçulak (PSD) e Thiago Bührer (União), este último substituindo Tito Barichello (União), autor da denúncia.




