Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná realiza avanços importantes na apuração de condutas de deputados Renato Freitas e Ricardo Arruda
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná promoveu, no dia 2 de março de 2026, a 4ª reunião ordinária do ano, trazendo decisões relevantes sobre processos em tramitação envolvendo parlamentares da Casa. Entre os destaques, esteve a leitura do parecer prévio pelo relator Marcio Pacheco e a marcação de depoimentos de deputados e testemunhas em fases decisórias das investigações.
As discussões focaram em dois deputados estaduais, Renato Freitas (PT) e Ricardo Arruda (PL), com procedimentos distintos que envolvem condutas questionadas por outros parlamentares e vereadores. O Conselho também aprovou diligências para solicitar documentos e depoimentos essenciais para a instrução probatória.
Conforme informação divulgada pela Assembleia Legislativa do Paraná, o encontro ocorreu com a participação do presidente do Conselho, Delegado Jacovós (PL), que conduziu as deliberações, que prometem avançar os trabalhos de apuração e garantir a transparência e responsabilização dos envolvidos.
Parecer prévio mantém processo contra Renato Freitas e rejeita suspeições políticas
O relator Marcio Pacheco (PP) apresentou seu parecer prévio no processo SEI 25804-80.2025, envolvendo o deputado Renato Freitas em um episódio de agressão a um manobrista identificado como Wesley de Souza Silva, ocorrido em 19 de novembro. Pacheco destacou que a defesa não enfrentou objetivamente as denúncias e rejeitou as alegações de suspeição por divergências políticas.
Ele afirmou que diferentes opiniões políticas não configuram inimizades ou impedimentos para o exercício da relatoria. Segundo o relator, “Divergência política não é inimizade, não há qualquer processo entre os citados, e este Conselho julga fatos à luz do Regimento, não pessoas, partidos ou ideologias”. O parecer mantém a admissibilidade do processo, que segue para a fase probatória.
O relator também solicitou que a Polícia Civil encaminhe imagens e documentos, além de depoimentos como o de Wesley, ao Conselho. Pedido de vistas requerido por Dr. Antenor (PT) foi negado, conforme explicou Delegado Jacovós: “Nessa fase não cabe pedido de vistas. Durante as alegações finais, no julgamento, poderemos atender. Agora, não”.
Novas relatorias e depoimentos agendados para aprofundar investigações
Foi designado o deputado Thiago Buhrer (União) como relator do processo SEI 02598-19.2026, também envolvendo Renato Freitas, desta vez por supostas ofensas a outros parlamentares durante reunião do Conselho de Ética em 10 de fevereiro de 2026.
Estão marcados depoimentos para o dia 9 de março. Renato Freitas prestará esclarecimentos em dois processos diferentes: um referente a um conflito ocorrido em 24 de fevereiro de 2025 durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça, que também envolveu o deputado Marcio Pacheco e seu assessor; o outro, referente a acusações de impedir o funcionamento de estabelecimento da rede Super Muffato em junho passado.
O deputado Ricardo Arruda também deporá sobre representações da sessão plenária de 16 de setembro de 2025. Na ocasião, ele teria ofendido a ministra Carmen Lúcia, do STF, chamando-a de “bruxa”. A denúncia foi assinada por várias deputadas da Casa, como Mabel Canto (PP) e Ana Júlia (PT).
Presidente do Conselho confirma início de depoimentos das testemunhas na próxima semana
Delegado Jacovós afirmou que, além dos depoimentos dos deputados, pretende iniciar a tomada de depoimentos das testemunhas relativas à briga envolvendo Renato Freitas já a partir do dia 10 de março. Essas ações são importantes para consolidar o inquérito e garantir o cumprimento rigoroso dos prazos regimentais.
Com essas decisões, o Conselho de Ética reforça o compromisso de apurar com seriedade e transparência as denúncias contra parlamentares, mantendo o foco nas provas e fatos, independentemente do posicionamento político ou partidário dos envolvidos.




