Confiança no STF cai para 43% e atinge menor nível desde 2022, aponta pesquisa Genial/Quaest

Foto: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) apresentou queda e chegou ao menor nível registrado desde novembro de 2022. O dado faz parte de uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pelo instituto Genial/Quaest, que avaliou a percepção da população sobre a atuação da Corte.

De acordo com o levantamento, 43% dos entrevistados afirmam confiar no STF. O resultado representa uma queda de sete pontos percentuais em comparação com a rodada anterior da pesquisa, realizada em agosto de 2025. Ao mesmo tempo, o índice de pessoas que dizem não confiar no tribunal chegou a 49%, dois pontos percentuais acima do registrado no levantamento anterior. Outros 8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa também analisou a avaliação dos brasileiros sobre o poder exercido pela Suprema Corte. Segundo os dados divulgados pela Genial/Quaest, 72% dos entrevistados concordam com a afirmação de que o STF possui poder demais, enquanto 18% discordam dessa percepção.

Outras perguntas incluídas no levantamento indicam diferentes visões da população sobre o papel do Judiciário no cenário político do país. Entre os entrevistados, 66% concordam que é importante votar em um candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF. 59% afirmam considerar que o tribunal é aliado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao mesmo tempo, 51% dos participantes disseram concordar que o Supremo Tribunal Federal teve papel importante para manter a democracia no Brasil.

A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 6 e 9 de março de 2026 e ouviu 2.004 pessoas em todo o país por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança estimado é de 95%.

Os resultados apontam uma mudança na percepção de parte da população em relação à atuação do Supremo Tribunal Federal e mostram como o tema segue presente no debate público nacional.

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