A Comissão Processante 1/2026, que analisa o processo de cassação de mandato contra o vereador Lórens Nogueira (PP), no âmbito do Processo Ético Disciplinar (PED) 2/2026, inicia nesta quarta-feira (1º) a fase de oitivas das testemunhas. Os depoimentos serão realizados nos dias 1º e 2 de julho, nos períodos da manhã e da tarde, com previsão de 30 minutos para cada oitiva. A etapa faz parte da fase de instrução do PED 2/2026 (502.00002.2026).
A ordem definida pela relatoria prevê primeiro a oitiva das testemunhas e, por último, do vereador denunciado, caso ele queira prestar esclarecimentos. A oitiva de Lórens Nogueira está prevista para 6 de julho, às 8h30, ao final da instrução probatória. Ele também terá garantido o direito de permanecer em silêncio, sem prejuízo à defesa. As oitivas não serão transmitidas ao vivo, para preservar a incomunicabilidade entre os depoentes.
Primeiras oitivas serão na quarta-feira
As testemunhas começam a ser ouvidas na manhã de quarta-feira, a partir das 8h. Estão previstas as oitivas de Cristina Aparecida de Melo, Maria Helena Derosso, Carolina Lucia Panizzi Brandão, Lindamir de Fatima Biscaia Tombolato, Rita de Cássia de Barros, Joanita Stanski Freitas e Claudete Aparecida de Albuquerque Silva. Ainda na quarta-feira, no período da tarde, começam as oitivas das testemunhas de defesa. Estão previstas as falas de Glaucio Domingues, Nilson Rebellato, Vinicius Petrocelli, Ryan de Sá, Rosnele Armstrong e Mariana Luiza.
Na quinta-feira (2), as oitivas das testemunhas de defesa continuam pela manhã, a partir das 8h, com Daiane Chefer, Tatiana Lima, Paulo Azevedo, Castorina Bonfim, Thiago Furtado e Eliana Oliveira. À tarde, estão previstas as oitivas de Laura Bianchi, Fernando Saez, Elisabeth Lourenço, Clara Derosso, Márcia Rebellato, Fernanda Bianchi, Lawrence Nogueira e Lisandra Aparecida Gabiatti.
As oitivas foram marcadas depois que a Comissão Processante decidiu, por unanimidade, dar continuidade ao processo e rejeitar o arquivamento da denúncia. O parecer prévio foi apresentado pelo relator Da Costa (Pode) e acompanhado pelos demais integrantes do colegiado: Serginho do Posto (PSD), presidente, e Meri Martins (Republicanos), membro. Na decisão, a comissão entendeu que o processo deveria avançar à fase de instrução, sem julgamento antecipado de mérito. Essa etapa serve para a produção de provas, a oitiva das testemunhas, a análise de documentos e, se for o caso, o depoimento do vereador denunciado.
Entenda o caso
A denúncia contra Lórens Nogueira foi apresentada pela bancada do Partido Novo, formada por Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco. A representação foi protocolada após a Operação Déjà-Vu, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.
Em 1º de junho, o Plenário da Câmara Municipal de Curitiba recebeu a denúncia por 35 votos favoráveis e 1 contrário, dado pelo próprio vereador denunciado. Com isso, foi instalada a Comissão Processante 1/2026, nos termos do decreto-lei 201/1967, rito aplicado quando há possibilidade de perda do mandato parlamentar.
A composição atual da comissão é formada por Serginho do Posto, presidente; Da Costa, relator; e Meri Martins, membro. Concluída a instrução, será aberto prazo para razões escritas da defesa e, depois, a comissão emitirá parecer final pela procedência ou improcedência da acusação. Eventual cassação depende de votação nominal e do apoio de dois terços dos membros da Câmara de Curitiba.




