Com nove hospitais novos, Paraná amplia leitos e moderniza saúde pública a partir de 2026

Estado do Paraná planeja reestruturação da rede hospitalar com nove novas unidades para ampliar leitos e otimizar atendimentos regionais a partir de 2026

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), vai promover uma ampla reestruturação na rede pública de saúde a partir de 2026, com a construção de nove novos hospitais distribuídos em várias regiões. A iniciativa tem como objetivo principal descentralizar o atendimento, aumentar a oferta de leitos e modernizar as unidades hospitalares, facilitando o acesso da população a serviços de urgência e emergência.

Ao todo, sete dos hospitais ainda serão construídos em Bituruna, Foz do Iguaçu, Nova Esperança, Assis Chateaubriand, Paiçandu, Guaratuba e Cascavel. Eles se somam a duas unidades já anunciadas em janeiro para Matinhos e Guaíra, fortalecendo a rede de saúde no Litoral e no Oeste paranaense. Segundo a Sesa, este é o maior plano de reestruturação hospitalar já visto no Estado, buscando reduzir o chamado “turismo de ambulância”, que obrigava pacientes a percorrer longas distâncias para conseguir atendimento.

Conforme as informações divulgadas pela Secretaria de Saúde do Paraná, o projeto visa atender à demanda crescente de saúde pública, principalmente em regiões com crescimento populacional acelerado e histórico de carência de leitos e atendimento especializado.

Investimentos e localização estratégica das novas unidades

Cada hospital será planejado para atender às necessidades locais e regionais. Por exemplo, o Hospital São Vicente de Paula, em Bituruna, terá um investimento de R$ 19,9 milhões e foco em urgência e emergência, com localização estratégica para facilitar o deslocamento de ambulâncias e articulação com o hospital de referência em União da Vitória.

Em Nova Esperança, um novo Hospital Municipal será construído com orçamento de R$ 18,1 milhões, oferecendo 38 leitos em uma área de 2.739 m². Essa unidade terá importância fundamental para descentralizar atendimentos de média complexidade da 15ª Regional de Saúde, reduzindo a necessidade de deslocamentos até Maringá e fortalecendo a Rede Mãe Paranaense.

Hospitais de perfil regional desafogam unidades existentes

As obras também contemplam cidades como Foz do Iguaçu, Assis Chateaubriand e Cascavel, onde com as ampliações e novos hospitais será possível aliviar a alta demanda do Hospital Universitário do Oeste, referência regional que cresceu significativamente nos últimos anos com apoio estadual. Essas unidades terão perfil regional e prestarão atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Já os hospitais em Paiçandu e Guaratuba visam acompanhar o crescimento populacional dessas regiões. Em Guaratuba, a inauguração da ponte impulsionará o desenvolvimento local e a necessidade de serviços de saúde mais próximos da população.

Plano histórico de reestruturação com 90 obras já em andamento

O plano de saúde do Paraná contempla 90 obras hospitalares, incluindo novos hospitais municipais e filantrópicos, além de reformas e modernizações. Desse total, 43 obras já foram concluídas, com investimento que ultrapassa R$ 132 milhões. Elas incluem reformas importantes em hospitais de Francisco Beltrão, Apucarana, Maringá, União da Vitória e o Hospital do Trabalhador em Curitiba.

Desde 2019, dez hospitais novos foram entregues à população paranaense, em cidades como Pinhais, Rio Branco do Sul, Guarapuava, Toledo e Maringá, com destaque para o Hospital da Criança. Em 2025, ainda serão inauguradas unidades em Pinhais e Rio Branco do Sul, além de novas obras avançadas em Colombo, São José dos Pinhais, Cianorte, São Mateus do Sul e Loanda, visando à ampliação da cobertura e modernização contínua do sistema hospitalar.

Secretário da Saúde destaca fim do “turismo de ambulância” e aposta na regionalização

O secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto, ressaltou a importância do plano para o Estado ao afirmar que, com esta reestruturação, a era do “turismo de ambulância”, quando pacientes precisavam viajar centenas de quilômetros para conseguir um leito de UTI, está chegando ao fim. Ele destaca que a política de regionalização é um pilar prioritário para sanar essa dívida histórica com o interior do Paraná.

Com essas ações, o Paraná busca garantir atendimento mais ágil, acessível e qualificado para a população, reduzindo desigualdades e fortalecendo o SUS em todo o território estadual.

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