Paraná apresenta forte desempenho na criação de empregos em janeiro de 2026, com Curitiba liderando nacionalmente e 61% dos municípios gerando novos postos
O Paraná iniciou 2026 com um destaque expressivo na geração de empregos, registrando um saldo positivo em 244 cidades, o que corresponde a 61% dos seus municípios. A capital Curitiba foi responsável por 38% das novas vagas e liderou o ranking nacional, consolidando o Estado como um dos maiores geradores de oportunidades no País.
Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em janeiro foram criados 18.306 novos postos de trabalho no Paraná. Além da capital, cidades como Colombo e Maringá se destacaram pela ampla oferta de empregos, impulsionando a economia estadual.
O setor de serviços teve papel fundamental na geração de vagas, confirmando sua força no mercado de trabalho regional. No decorrer do texto, serão detalhados os números por municípios e setores que refletem essa movimentação positiva no emprego.
Conforme informação divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Curitiba mantém liderança nacional e concentra grande parte das vagas no Estado
Curitiba foi a cidade brasileira que mais criou empregos em janeiro de 2026, com a geração de 6.919 novos postos de trabalho. A capital paranaense registrou 50.056 contratações e 43.137 desligamentos no período, o que resultou no saldo positivo mencionado. Esse desempenho representou 38% do total das 18.306 vagas geradas em todo o Paraná.
O principal setor responsável por essa alta foi o de serviços, que sozinho contribuiu com 6.289 contratações, seguido pela construção civil, que somou 1.549 novos empregos. Apesar dos resultados expressivos nesses setores, outros segmentos registraram queda no número de vagas, o que explica a diferença entre o total de contratações e o saldo líquido.
Destaques regionais: expansão em Colombo, Maringá e outras cidades paranaenses
Na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), o município de Colombo destacou-se como o segundo maior gerador de empregos no Paraná, com saldo positivo de 1.304 vagas em janeiro, sendo o 16º no ranking nacional. Assim como Curitiba, o setor de serviços foi predominante na criação dessas oportunidades, com 1.319 contratações evidenciando a retomada da economia local.
No Noroeste do Estado, Maringá alcançou a 21ª posição nacional em geração de empregos, tendo criado 1.133 posições com carteira assinada. Diferentemente das cidades da RMC, a construção civil liderou como principal setor gerador de vagas, responsável por 495 novos empregos, seguida pelo setor de serviços (327), indústria (282) e comércio (35).
Outros polos econômicos do Paraná também apresentam crescimento consistente
Entre as 20 cidades paranaenses com melhor desempenho na geração de postos de trabalho, sete fazem parte da Região Metropolitana de Curitiba: Araucária (381 vagas), Fazenda Rio Grande (321), São José dos Pinhais (306), Campo Largo (249), e Pinhais (223). No Norte paranaense, Londrina gerou 933 vagas, Arapongas 491 e Rolândia 315. Já no Sudoeste, destacam-se Dois Vizinhos (280), Palmas (279) e Pato Branco (243).
Outros municípios com saldo positivo foram Cianorte com 199 vagas no Noroeste, Toledo (710) e Cascavel (480) no Oeste, Telêmaco Borba (375) nos Campos Gerais, Apucarana (302) no Vale do Ivaí e Guarapuava (283) no Centro-Sul. Essas 20 cidades responderam por 15.726 das vagas totais geradas no Estado.
Equilíbrio e desafios: municípios com saldo zerado ou negativo em empregos
Nem todas as cidades apresentaram crescimento no número de empregos em janeiro de 2026. Seis municípios — Carambeí, Kaloré, Ourizona, Quinta do Sol, Rosário do Ivaí e São Carlos do Ivaí — mostraram equilíbrio entre admissões e demissões, com saldo igual a zero.
Além disso, 149 cidades experimentaram um saldo negativo, ou seja, perderam mais empregos do que criaram nesse período. Apesar desse desafio, o panorama geral no Paraná é de estabilidade e crescimento na geração de oportunidades de trabalho, fortalecendo a economia estadual e a diversidade regional.



