Calor intenso, tempestades e manejo qualificado marcam o andamento das safras de soja, feijão, milho e cana-de-açúcar no Paraná
A colheita de soja na safra verão 2025/26 já atinge 14% da área plantada no Paraná, embora o ritmo varie entre os núcleos produtivos. O avanço ocorre em meio a altas temperaturas superiores a 30ºC e tempestades severas que têm exigido grande esforço dos produtores rurais para manter a produtividade das lavouras.
Além da soja, a primeira safra de feijão está praticamente colhida em mais de 90% das áreas, com melhoras nos rendimentos e recuperação dos preços no mercado. Já a cana-de-açúcar mantém um desenvolvimento vegetativo vigoroso, apoiado por técnicas agrícolas eficientes que aproveitam as janelas de sol e a umidade disponível no solo.
Conforme análise do Departamento de Economia Rural (Deral) com base em dados do Simepar, o cenário climático desafiador no Oeste e Noroeste paranaense tem sido marcado por forte contraste térmico e instabilidade, impactando o ciclo das lavouras e demandando manejo qualificado por parte dos agricultores.
Soja e milho avançam em diferentes estágios e qualidade
A colheita da soja já iniciou sob condições de tempo seco em várias regiões do Paraná, com ritmo de trabalho acelerado em alguns pontos e mais lento em outros. Apesar de desafios como o estresse hídrico e as altas temperaturas, a expectativa é que, à medida que as máquinas avançam, as produtividades possam melhorar.
O milho da primeira safra ultrapassa a fase de maturação e colheita com produtividades que superam as médias históricas, destacando a qualidade dos grãos em diversas regiões. Paralelamente, o plantio da segunda safra segue conforme as áreas são liberadas, apresentando uma germinação inicial favorável para as próximas etapas de cultivo.
Feijão apresenta cenários distintos entre safras
A primeira safra do feijão já está perto da conclusão da colheita em grande parte do Estado, com resultados positivos em produtividade e preços que demonstram recuperação. Em contrapartida, a segunda safra enfrenta limitações no ritmo de plantio devido à escassez de umidade no solo, ainda que a semeadura tenha iniciado oportunamente.
Esses contrastes ressaltam a necessidade de estratégias diferenciadas para cada safra, considerando as condições climáticas e o manejo do solo, essenciais para garantir o sucesso das futuras colheitas no setor.
Setores de hortaliças e cana-de-açúcar se adaptam ao clima e mercado
No segmento de hortaliças e frutas, o clima e as condições do mercado têm exigido maior atenção à irrigação, especialmente em cultivos de campo aberto que sofrem com a combinação de altas temperaturas e chuvas abaixo da média. Na região Sul do Paraná, a safra de maçã apresenta produtividade elevada, enquanto a colheita da cebola foi concluída alinhada às expectativas iniciais.
No caso da cana-de-açúcar, o desenvolvimento vegetativo vigoroso é resultado de manejos técnicos precisos que aproveitam as janelas de sol e a umidade disponível. A produção tem se beneficiado desse cenário para o acúmulo de biomassa e o fortalecimento da lavoura nesta etapa do ciclo.
Desafios climáticos exigem comprometimento dos produtores
Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), as condições climáticas no Paraná têm sido intensas, com calor superior a 30ºC no Oeste e Noroeste, além de tempestades severas que afetaram o Estado no fim da última semana.
Esse padrão climático instável e contrastante exige dos produtores um comprometimento elevado em todas as fases do plantio e colheita para garantir que a produtividade final das safras se mantenha satisfatória diante dos desafios do clima.

