Chamados por perturbação do sossego caem 34% em Curitiba

Foto: Ilustração.

Os chamados por perturbação do sossego continuam em queda em Curitiba. Depois de uma redução de 34% entre 2024 e 2025, quando os registros passaram de 33.067 para 21.642, a capital somou 13.208 ocorrências até o fim de setembro de 2026.

Entre janeiro de 2024 e setembro de 2026, foram registrados 278.954 chamados relacionados a barulho excessivo e outras ocorrências dessa natureza em todo o Paraná. Curitiba concentrou 67.917 registros no período. A participação da capital no total estadual também diminuiu, passando de 29,56% em 2024 para 18,20% em 2026.

O atendimento segue procedimentos operacionais adotados desde o recebimento da chamada pelo telefone 190 até a abordagem da equipe no endereço informado. No local, os policiais avaliam a situação para verificar se há perturbação e definir quais providências devem ser tomadas.

Segundo o subcomandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Paulo Renato Aparecido Siloto, após a confirmação da ocorrência, o responsável é orientado a interromper o barulho. A equipe também considera fatores como histórico de chamados, reincidência e características do local.

Quando a situação exige, podem ser adotadas medidas legais, como a elaboração de Termo Circunstanciado de Infração Penal (TCIP) e a apreensão de equipamentos ou objetos relacionados à ocorrência.

Os dados também mostram uma concentração dos chamados em determinados períodos. Cerca de 70% das ocorrências no Paraná e em Curitiba acontecem nos finais de semana, principalmente aos sábados. Aproximadamente 75% dos acionamentos são registrados entre 18h e 3h, com maior volume às 22h, 23h e meia-noite.

A PMPR ressalta, no entanto, que a perturbação do sossego pode ser caracterizada em qualquer horário. Os chamados podem ser feitos pelo telefone 190 ou pelo aplicativo APP190.

As residências lideram a origem das reclamações no Paraná, com 46,03% dos registros, o equivalente a 135.104 chamadas. Em Curitiba, os imóveis residenciais representam 38,59% das ocorrências, com 27.314 registros.

Na capital, vias e praças públicas aparecem em seguida, com 37,17% das ocorrências, enquanto os estabelecimentos comerciais representam 13,27% dos registros.

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