Cesta básica fica mais cara em Curitiba e em todo o Brasil

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O custo da cesta básica registrou aumento em março em todas as capitais brasileiras, incluindo Curitiba. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento.

De acordo com o levantamento, a elevação foi generalizada no país, com destaque para capitais como Manaus, que teve a maior variação mensal, de 7,42%. Também apresentaram aumentos expressivos Salvador, Recife, Maceió, Belo Horizonte e Aracaju.

Na capital paranaense, o impacto também foi sentido, especialmente no preço do feijão. O grão preto, mais consumido na região Sul, teve aumento de 1,68% em Curitiba no período analisado. Segundo a pesquisa, a alta do produto está relacionada à redução da oferta, influenciada por dificuldades na colheita.

Além do feijão, outros itens importantes da cesta básica contribuíram para o encarecimento, como o tomate, a carne bovina de primeira e o leite integral, que também registraram elevação nos preços ao longo do mês.

No acumulado de 2026, todas as capitais brasileiras apresentam aumento no custo da cesta básica, com variações que vão de 0,77%, em São Luís, até 10,93%, em Aracaju.

O levantamento também aponta que, em março, a cesta básica mais cara do país foi registrada em São Paulo, com custo médio de R$ 883,94. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, Cuiabá e Florianópolis. Já os menores valores foram observados em capitais das regiões Norte e Nordeste, como Aracaju, Porto Velho, São Luís e Rio Branco.

Com base no valor mais alto registrado no país, o Dieese calcula que o salário mínimo necessário para cobrir despesas essenciais de uma família deveria ser de R$ 7.425,99, o equivalente a 4,58 vezes o valor atual, fixado em R$ 1.621,00.

O cenário reforça o impacto do aumento dos alimentos no orçamento das famílias, incluindo os moradores de Curitiba, onde a elevação dos preços segue a tendência nacional observada no mês de março.

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