O Centro de Curitiba concentrou o maior número de ocorrências registradas na cidade entre janeiro e abril de 2026, mas, ao mesmo tempo, apresentou uma redução expressiva nos casos de roubo. O levantamento mostra que a região somou 5.972 ocorrências no período, cerca de 10% de todos os registros contabilizados na capital, enquanto os roubos recuaram 37% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.
Ao todo, Curitiba teve 59.401 ocorrências registradas nos quatro primeiros meses do ano. Depois do Centro, aparecem a Cidade Industrial de Curitiba (CIC), com 4.065 registros, o Sítio Cercado, com 2.687, o Cajuru, com 2.448, e o Boqueirão, com 2.238.
No Centro, foram contabilizados 291 roubos entre janeiro e abril de 2026. Mesmo com o maior volume absoluto entre os bairros listados, o número representa queda de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A região central também aparece com números elevados de furtos. Foram 2.538 registros no período, além de 118 ocorrências relacionadas à violência contra a mulher.
O levantamento aponta ainda que bairros com grande circulação de pessoas, como Centro, Batel, Rebouças e São Francisco, tendem a apresentar taxas elevadas quando os registros são comparados apenas com a população residente. Isso ocorre porque essas regiões recebem diariamente trabalhadores, consumidores e visitantes que não entram no cálculo de moradores.
Na análise proporcional dos roubos, São Francisco aparece com taxa de 9,2 registros por mil habitantes, seguido pelo Centro, com 7,5, Jardim Botânico, com 5,1, e Batel, com 4,7. Entre os bairros considerados mais residenciais, Hauer registra 3,7 roubos por mil habitantes e Parolin, 3,2.
Os dados fazem parte de um levantamento elaborado pelo Crime Brasil com base em informações da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, registros da Polícia Civil e dados populacionais do IBGE. Os números representam ocorrências registradas pelas autoridades e não necessariamente a totalidade dos crimes ocorridos na cidade.







