CCJ da Assembleia do Paraná aprova monitoramento eletrônico de agressores e reforça políticas contra violência doméstica

CCJ aprova projeto de monitoramento eletrônico contra violência doméstica e debate propostas de fortalecimento institucional no Paraná

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná retomou suas atividades no dia 10 com importantes decisões para o Estado. Em destaque, foi aprovada a criação do Programa de Monitoramento Eletrônico de Agressores, que utiliza recursos tecnológicos como tornozeleiras eletrônicas para proteger vítimas de violência doméstica e familiar.

Além disso, avançaram projetos relacionados à segurança hídrica, saúde e valorização da carreira dos servidores públicos, reforçando o compromisso da Assembleia com a aprimoração da gestão e o bem-estar da população paranaense.

As medidas aprovadas e discutidas foram divulgadas por fontes oficiais da Assembleia, evidenciando o trabalho legislativo focado na prevenção da violência, incentivo às políticas públicas e valorização institucional no Paraná.

Monitoramento eletrônico de agressores amplia proteção a mulheres e testemunhas

O Projeto de Lei 106/2018, do deputado Professor Lemos (PT), aprovado pela CCJ, prevê o monitoramento eletrônico de agressores de violência doméstica e familiar contra mulheres, seus familiares e testemunhas. A proposta foi anexada ao PL 585/2025, que altera a Lei nº 21.926/2024, o Código Estadual da Mulher Paranaense, para instituir esse programa como política pública integrada.

- Advertisement -

Esse programa busca assegurar maior segurança às vítimas por meio da tornozeleira eletrônica, tornando as medidas judiciais mais eficazes e reduzindo a reincidência da violência. De acordo com a CCJ, a medida visa garantir a integridade física e emocional das mulheres e fortalecer a prevenção e o enfrentamento da violência no Paraná.

Projetos do Poder Executivo focam financiamento, saúde e carreira pública

Entre os projetos em análise, o PL 125/2026 autoriza a contratação de um financiamento externo de até US$ 186 milhões junto ao Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), com recursos destinados ao Programa de Segurança Hídrica do Paraná. O foco é a mitigação dos riscos climáticos, conservação de mananciais e fortalecimento do saneamento rural e do setor agropecuário.

Outro destaque é o PL 127/2026, que formaliza a participação do Paraná no Consórcio Intergestores Paraná Saúde, composto por 398 municípios, para otimizar a assistência farmacêutica e promover economia nas compras públicas.

Foi também aceita a Proposta de Emenda à Constituição 1/2026, que regulamenta a Carreira Especial de Advogado do Estado, garantindo estabilidade institucional, segurança jurídica e paridade previdenciária a servidores vinculados à Procuradoria-Geral do Estado.

Ajustes no Tribunal de Justiça contemplam servidores e benefícios

No âmbito do Tribunal de Justiça do Paraná, a CCJ aprovou três projetos que promovem ajustes administrativos e remuneratórios. O PL 1/2026 revisa cargos em comissão e gratificações para concursos e atividades docentes internas, enquanto o PL 2/2026 permite o pagamento do auxílio-creche a magistrados e servidores afastados judicialmente, reforçando o princípio da proteção integral à criança.

Já o PL 3/2026 cria gratificações a servidores que atuam em plantões judiciais, com reestruturação de funções comissionadas para melhorar a distribuição da carga de trabalho e eficiência dos serviços, respeitando a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Reconhecimento cultural e títulos de utilidade pública fortalecem identidade e sociedade

A CCJ aprovou projetos relevantes para o patrimônio cultural e social do Paraná. Entre as iniciativas aprovadas estão o reconhecimento do Parque Estadual de Vila Velha, as Ostras do Cabaraquara como patrimônio cultural imaterial, além da denominação do Hospital Regional de Matinhos como Maria José Piana, homenagem à conhecida atuação social.

Outros projetos destacam feiras tradicionais, festas religiosas, e a instituição do Vale e Rota da Seda na macrorregião Noroeste, valorizando a diversidade cultural e econômica do Estado.

A Comissão também concedeu título de utilidade pública a diversas associações voltadas para causas sociais, esportivas e culturais, reafirmando o compromisso com o fortalecimento das entidades que promovem desenvolvimento e inclusão no Paraná.

Compartilhe o artigo