Campanha Maio Amarelo 2026 começa na Assembleia Legislativa do Paraná reforçando empatia e segurança para motociclistas, principais vítimas no trânsito
Conforme informação divulgada pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), a abertura oficial da campanha Maio Amarelo 2026 ocorreu em 4 de maio, no Plenário da Casa. A iniciativa estadual, criada pela lei 18.624/2015 de autoria do deputado Hussein Bakri (PSD), promove ações para conscientizar a população e diminuir os sinistros nas rodovias e vias urbanas.
O tema deste ano, “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, destaca a necessidade de maior atenção e respeito, principalmente aos motociclistas, grupo mais vulnerável e maior vítima de acidentes fatais. O evento contou com representantes do Detran-PR, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e prefeitura de Curitiba, além de mascotes usados nas campanhas de conscientização.
Os dados da Polícia Rodoviária Federal do Paraná reforçam a urgência da mobilização, com 191 mortes registradas nas rodovias federais até o momento em 2026, uma média de 1,7 vítimas fatais por dia. A campanha já está em sua 11ª edição no Estado e busca envolver toda a sociedade para reverter esses números alarmantes, segundo o superintendente da PRF-PR, Sérgio Carvalho.
Destaque para a vulnerabilidade dos motociclistas no trânsito paranaense
O Maio Amarelo 2026 enfatiza a segurança dos motociclistas, que representam atualmente 40% das mortes no trânsito no Brasil, conforme dados do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV). As peças publicitárias mostram esses condutores em situações cotidianas, sensibilizando para a importância de um olhar mais empático para sua proteção.
Viviane da Paz, diretora-presidente do Detran-PR, ressaltou que a campanha visa promover a prudência do motociclista, mas também a paciência dos demais motoristas, questionando se “aquele um minuto a mais não pode salvar uma vida”. No Paraná, entre 2010 e 2024, houve um aumento de 59,5% na frota de motocicletas e, junto com isso, um crescimento de 14,6% nas mortes por acidentes com esse modal, totalizando cerca de 825 vítimas fatais em 2025.
Impactos sociais e econômicos das mortes no trânsito e internações de motociclistas
Segundo o Plano Estadual de Segurança no Trânsito do Paraná (Petrans/PR), entre 2006 e 2023 as mortes de motociclistas cresceram 41,7% entre homens e 72,1% entre mulheres. Em 2023, motociclistas foram responsáveis por 30,8% das mortes por lesões de trânsito no Estado e correspondem a 60,1% das internações por acidentes de trânsito, gerando gastos de mais de R$ 10 milhões em tratamentos hospitalares.
Os motociclistas são o grupo mais afetado, especialmente pessoas com idade entre 15 e 39 anos, o que evidencia o impacto direto dessas tragédias na população jovem e economicamente ativa.
Ações integradas e novidades legislativas para ampliar a prevenção
Durante a cerimônia da Alep, gestores públicos apresentaram as campanhas que vão se fortalecer no Maio Amarelo, como o “Giro da Coruja”, “Ciclistas Seguros” e “Eu freio para animais”, pela prefeitura de Curitiba. O superintendente de Trânsito Gustavo de Almeida Garrett reforçou a importância do engajamento coletivo para o sucesso da mobilização.
A lei 18.624/2015, que instituiu o Maio Amarelo no Paraná, passou por aperfeiçoamentos recentes. Em 2023, o deputado Batatinha (PSD) criou a “Semana Moto Vida”, a segunda semana de maio dedicada às ações específicas para motociclistas. Em 2024, a deputada Marli Paulino (PSD) ampliou as ações para contemplar também condutores de ciclomotores, bicicletas elétricas e outros veículos de mobilidade individual.
Essas iniciativas buscam fortalecer a consciência coletiva sobre a responsabilidade no trânsito, com um foco especial na segurança dos usuários mais vulneráveis, como os motociclistas.




