Câmara de Curitiba ouve Lórens Nogueira em processo que pode levar à cassação

Foto: Reprodução

A Comissão Processante 1/2026 da Câmara Municipal de Curitiba realizou, na manhã desta quarta-feira (15), a oitiva do vereador Lórens Nogueira (PP) no âmbito do Processo Ético-Disciplinar 2/2026 (PED 2/2026). A reunião aconteceu às 9h, na sala da Diretoria de Apoio às Comissões, localizada no Anexo 1 da Casa Legislativa, na Rua Barão do Rio Branco.

O depoimento do parlamentar ocorreu após a conclusão da fase de oitivas das testemunhas e dos informantes relacionados ao processo. Durante a audiência, Lórens Nogueira teve a oportunidade de apresentar esclarecimentos sobre os fatos investigados, exercendo o direito ao contraditório e à ampla defesa. Também foi assegurado ao vereador o direito de permanecer em silêncio, sem que isso representasse prejuízo à sua defesa.

A Comissão Processante é composta pelos vereadores Serginho do Posto (PSD), presidente; Da Costa (Pode), relator; e Meri Martins (Republicanos), membro. As oitivas realizadas até esta etapa não tiveram transmissão ao vivo, medida adotada para preservar a incomunicabilidade entre os depoentes e evitar que um testemunho influenciasse outro. As reuniões, no entanto, foram gravadas para posterior disponibilização.

O Processo Ético-Disciplinar teve origem em uma denúncia apresentada pela bancada do Partido Novo, integrada pelos vereadores Guilherme Kilter, Indiara Barbosa, Amália Tortato, Éder Borges e Bruno Secco. A representação foi protocolada após a deflagração da Operação Déjà-Vu pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

Depois de ser admitida pela Mesa Diretora, a denúncia foi encaminhada à Corregedoria da Câmara. O corregedor Sidnei Toaldo (Avante) concluiu que havia indícios considerados suficientes de materialidade e autoria para o encaminhamento direto ao Plenário, sem necessidade de abertura de sindicância preliminar.

Em 1º de junho, os vereadores aprovaram o recebimento da denúncia por 35 votos favoráveis e um contrário, registrado pelo próprio parlamentar investigado. Com a decisão, foi instalada a Comissão Processante 1/2026, seguindo o rito previsto no Decreto-Lei nº 201/1967.

Encerrada a fase de instrução, será aberto prazo para que a defesa apresente as razões finais por escrito. Na sequência, a comissão elaborará parecer recomendando a procedência ou a improcedência da acusação. Caso haja recomendação pela cassação do mandato, a decisão dependerá de votação nominal em Plenário e do apoio de dois terços dos vereadores da Câmara Municipal de Curitiba.

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