Câmara de Curitiba aprova doação para regularização fundiária no Parolin beneficiando famílias de baixa renda

Câmara de Curitiba autoriza doação de área pública para regularização de moradias no Parolin, promovendo justiça social e desenvolvimento urbano

A Câmara Municipal de Curitiba aprovou em primeiro turno, por unanimidade e com 28 votos favoráveis, a doação de um terreno de 448,20 metros quadrados à Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT). Localizado na rua Brigadeiro Franco, no bairro Parolin, o lote público abriga moradias de interesse social e sua doação visa facilitar o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), reconhecendo oficialmente a posse das famílias que vivem na área.

O Executivo municipal explicou que essa medida integra o programa Curitiba Mais Humana e Urbana, focado na inclusão social e na redução do déficit habitacional, promovendo moradia digna e desenvolvimento sustentável na cidade. A autorização permite avançar na segurança jurídica dos moradores do bairro, conforme laudo recente da Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI), atribuindo à área o valor de R$ 167,5 mil.

Conforme informação divulgada pela Câmara Municipal de Curitiba, a proposta volta à pauta para votação em segundo turno no próximo dia 15, consolidando um passo importante para a comunidade do Parolin e reforçando a prioridade da cidade na regularização fundiária.

A importância da regularização fundiária para famílias do Parolin

O líder do Governo na Câmara, Serginho do Posto (PSD), destacou que a área já é ocupada por moradias consolidadas e que a regularização via Reurb representa uma conquista social significativa. “Garantir moradia digna para famílias de baixa renda, promover o desenvolvimento urbano sustentável e reduzir o déficit habitacional” são os objetivos principais da iniciativa, alinhada ao programa Curitiba Inclusiva.

Também na discussão, a líder da oposição, Camilla Gonda (PSB), ressaltou a necessidade de fiscalizar o andamento do processo, lembrando o déficit estimado em 90 mil moradias na capital. Ela afirmou que o tema da regularização deve estar conectado às condições reais da população, defendendo a valorização das famílias afetadas pela medida.

Desafios adicionais e pautas ambientais no Parolin

A vereadora Giorgia Prates (PT), representante da Mandata Preta, trouxe à tona questões importantes para a comunidade, como o racismo ambiental, enchentes crônicas e a ausência de infraestrutura de lazer. Ela afirmou que, apesar dos desafios, a ação da Câmara representa uma “justiça social acontecendo”, já que o bairro fica próximo ao Centro e demorou para receber atenção das gestões anteriores.

Outros parlamentares como Vanda de Assis (PT) alertaram para a escassez de recursos destinados à regularização fundiária e o agravamento do déficit habitacional. O vereador Mauro Bobato (PP) sugeriu o desenvolvimento de uma área de contenção de águas próximo à Linha Verde, para minimizar os impactos das enchentes e garantir também um espaço de lazer para os moradores.

Perspectivas futuras e propostas para uma Curitiba mais inclusiva

Na perspectiva legislativa, Laís Leão (PDT) destacou a importância do momento atual de revisão do Plano Diretor para estabelecer planos de bairro oficializados e com infraestrutura adequada. Ela sugeriu que o Parolin seja um projeto-piloto para essa proposta, vinculando-a à Lei Orçamentária Anual para garantir execução efetiva.

Indiara Barbosa (Novo) lembrou que a regularização fundiária é pauta recorrente na Câmara desde legislaturas passadas, e manifestou expectativa para o avanço dos processos previstos no decreto de regulamentação do Reurb. Segundo ela, existem comunidades com documentação já avançada esperando pela conclusão das regularizações.

O acompanhamento da comunidade também se fez presente, com a participação do ex-vereador e líder comunitário Edson do Parolin na sessão, reforçando a mobilização local em torno da conquista.

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