Brasil condena ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e pede contenção

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo brasileiro manifestou, neste sábado (28), condenação aos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores demonstrou preocupação com a escalada das ações militares, que ocorreram enquanto as partes mantinham negociações diplomáticas.

Segundo o Itamaraty, o diálogo é o único caminho possível para a construção da paz, posição que o Brasil afirma defender historicamente na região. No comunicado, o governo brasileiro também fez um apelo para que todos os envolvidos respeitem o Direito Internacional e adotem máxima contenção, com o objetivo de evitar o agravamento do conflito e garantir a proteção de civis e da infraestrutura civil.

O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, mantém contato direto com a comunidade brasileira no país para repassar informações atualizadas e orientações de segurança. As demais representações diplomáticas brasileiras na região acompanham os desdobramentos, com atenção especial às necessidades dos brasileiros que vivem ou estejam nos países afetados. O Itamaraty recomendou ainda que cidadãos brasileiros sigam as orientações de segurança das autoridades locais.

De acordo com a agência Reuters, Israel realizou um ataque contra o Irã nas primeiras horas deste sábado e declarou estado de emergência “especial e imediato” em todo o território. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a realização de “grandes operações de combate” no Irã, afirmando que a medida tem como objetivo defender o povo americano e eliminar ameaças consideradas iminentes por parte do regime iraniano.

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As ações militares ocorrem poucos dias após a retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos, iniciadas na quinta-feira (26), em busca de uma solução diplomática para o impasse envolvendo o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e outros países ocidentais sustentam que o programa teria como finalidade o desenvolvimento de armas nucleares, acusação que é negada pelo governo iraniano.

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