Bicicletas elétricas começam a funcionar neste fim de semana em Curitiba

XV CURITIBA
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No Dia do Ciclista, Prefeitura de Curitiba e Tembici entregam 100% da frota de bicicletas compartilhadas Curitiba, 17/07/2023. Foto: José Fernando Ogura/SMCS.

Neste sábado (19/8), Dia Nacional do Ciclista, a Prefeitura de Curitiba e a Tembici anunciam a chegada de 250 bicicletas elétricas ao sistema da cidade, que passa a ter 500 bikes compartilhadas. Curitiba é a primeira praça da Tembici, no Brasil, a ter 50% do projeto com e-bikes (bicicletas elétricas), iniciativa que, além de ajudar a cidade a ser mais sustentável, facilita deslocamentos longos e em diferentes relevos, exigindo menos esforço de quem pedala.

“Conforme previsto no edital de chamamento público, a Tembici agora entrega 100% da frota proposta com 50 estações pela cidade. É uma opção de ciclomobilidade, de lazer e de saúde para o povo curitibano”, diz a superintendente de trânsito de Curitiba, Rosangela Battistella.

Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e secretário do Governo Municipal, Luiz Fernando Jamur, a oferta de mais bicicletas compartilhadas e a maior capilaridade das estações fortalecem as ações de Curitiba em favor da intermodalidade no transporte e pelos deslocamentos limpos.

“A entrada das e-bikes como fator de atração, bem como o já verificado aumento da demanda pelas locações, sinalizam o acerto dos investimentos da nossa cidade na ampliação da estrutura cicloviária e em favor da mobilidade ativa. Isso abre espaço para que possamos avançar ainda mais”, reforça Jamur.

Atualmente, a cidade conta com uma malha cicloviária de 280,2 km, entre ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e vias  compartilhadas. De acordo com o Plano Cicloviário de Curitiba, até 2025, serão cerca de 400 km. 

E-bikes

As bicis elétricas da Tembici possuem velocidade limitada a 25 km/h e tecnologia de pedal assistido, em que a assistência é acionada ao simples pedalar. São os mesmos modelos de bikes que circulam em Nova Iorque, Londres, Chicago, Dubai e Barcelona.

Segundo a empresa, são bicicletas robustas desenvolvidas especificamente para sistemas de compartilhamento e isso influencia diretamente na segurança e conforto de quem pedala.

“Sabemos da importância das bikes elétricas para cidades mais democráticas e sustentáveis, e que seguem as tendências mundiais de mobilidade. As e-bikes têm excelente desempenho para diversas finalidades de deslocamento e sabemos que será um marco muito importante para Curitiba, que em apenas um mês já registrou mais de 80 mil deslocamentos com as nossas bicicletas compartilhadas”, afirma Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici.

Assim como as comuns, as bicicletas elétricas também precisam ser retiradas e devolvidas nas estações.

Ainda no dia 19/08, segundo a Tembici, os usuários do bike Curitiba poderão optar pela bicicleta elétrica com valor adicional a partir de R$0,30, por minuto pedalado.

Balanço 1º mês bike Curitiba

No primeiro mês de funcionamento em Curitiba, o sistema registrou mais de 80 mil deslocamentos com bicicletas compartilhadas na cidade. Dados ainda mostram os fins de semana são os períodos com maior porcentagem de deslocamentos por dia (20% aos domingos e 16% aos sábados).

As cinco estações com mais usabilidade nos primeiros 30 dias em Curitiba são: Parque Barigui I e II, Praça 19 de Dezembro, Praça Osório e Igreja do Portão, todas em localizações que facilitam o acesso a transportes públicos.

“A integração de modais ativos, como as bicicletas com o transporte público, é fundamental para o aumento da mobilidade urbana sustentável. Com essa ação é possível ter trajetos mais eficientes e contribuir para a redução dos congestionamentos e poluição ambiental”, observa Tomás Martins, da Tembici.

Localização estratégica das estações

Os locais das estações foram previamente definidos em conjunto pela Tembici e técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e da Superintedência de Trânsito (Setran), que além do Plano Cicloviário da cidade, avaliaram critérios como proximidade à infraestrutura cicloviária, possibilidades de maior demanda e respeito às questões urbanísticas da cidade.

O projeto irá conectar diferentes modais, estando próximo a importantes conexões com o transporte público por estações-tubo e terminais como Cabral, Portão, Guadalupe e Campina do Siqueira, além da Estação Rodoferroviária.

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