Arlete Caramês morre em Curitiba após trajetória marcada pela busca por crianças desaparecidas

Foto: Reprodução

Morreu nesta terça-feira (24) Arlete Caramês, que teve atuação na política de Curitiba e do Paraná, com destaque na defesa de políticas públicas voltadas a crianças desaparecidas. Ela foi vereadora na 13ª Legislatura da Câmara Municipal de Curitiba e também exerceu mandato como deputada estadual.

Natural de Porto União, em Santa Catarina, e com formação na área bancária, Arlete ingressou na vida pública após o desaparecimento de seu filho, Guilherme Caramês Tiburtius, em 1991. O caso ganhou repercussão nacional e, até hoje, não foi solucionado. A partir desse episódio, ela passou a atuar diretamente em iniciativas voltadas à prevenção e busca por crianças desaparecidas.

Em 1992, fundou o Movimento Nacional da Criança Desaparecida do Paraná (CriDesPar), organização que passou a prestar apoio a famílias e a atuar na divulgação de casos em todo o país. A entidade se tornou referência na área ao longo dos anos.

Durante sua trajetória política, Arlete participou de comissões na Câmara Municipal de Curitiba e apresentou projetos relacionados à proteção de crianças e adolescentes. Entre as propostas aprovadas está a lei municipal nº 10.529/2002, que instituiu a Semana da Prevenção Contra o Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, realizada anualmente na terceira semana de julho na capital. Também foi responsável pela lei nº 10.521/2002, que garantiu medidas de acessibilidade em caixas eletrônicos.

Outro marco de sua atuação foi a contribuição para a criação do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas do Paraná (Sicride), implantado em 1995. O órgão foi o primeiro do Brasil dedicado exclusivamente a esse tipo de investigação e segue em funcionamento.

A trajetória de Arlete Caramês ficou associada à mobilização por políticas públicas e à estruturação de mecanismos de busca e prevenção no Paraná, com impacto em iniciativas que continuam em operação no estado.

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