A Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) divulgou nota pública manifestando veemente repúdio às declarações proferidas pelo vereador Eder Borges (PL), da Câmara Municipal de Curitiba, nas quais são dirigidos ataques pessoais e desqualificações à Promotora de Justiça Suzane Maria Carvalho do Prado, associada da entidade, em razão de sua atuação funcional.
De acordo com a APMP, as manifestações do parlamentar, amplamente divulgadas pela imprensa, extrapolam os limites da crítica institucional legítima, avançando para ofensas pessoais e questionamentos indevidos sobre a capacidade técnica e o preparo profissional da Promotora. Para a Associação, tais declarações configuram tentativa de deslegitimação da atuação do Ministério Público, além de representarem forma inaceitável de intimidação a agente pública no exercício regular de suas atribuições constitucionais.
A entidade ressaltou que Suzane Maria Carvalho do Prado possui trajetória profissional marcada pela ética, responsabilidade, rigor técnico e absoluto compromisso com a defesa da ordem jurídica e do interesse público, atuando de forma independente, fundamentada na lei e nos princípios que regem o Ministério Público. Segundo a APMP, sua atuação reflete dedicação à defesa da sociedade, à moralidade administrativa e ao fortalecimento das instituições democráticas.
Na nota, a Associação classifica como inadmissível que membros do Ministério Público sejam alvo de ataques pessoais como reação ao cumprimento de seu dever constitucional, especialmente quando tais ataques partem de agentes políticos investigados ou demandados em ações que visam à proteção do patrimônio público e da probidade administrativa. Questionar a honra, a capacidade ou a legitimidade funcional de Promotores de Justiça, afirma a entidade, constitui agressão direta à instituição e afronta ao Estado Democrático de Direito.
A APMP também reafirmou que a independência funcional do Ministério Público é garantia da sociedade e não pode ser relativizada por discursos que buscam constranger, desacreditar ou intimidar seus membros. Para a Associação, o debate público deve ser pautado pelo respeito, pela responsabilidade e pela observância dos limites éticos, jamais por ataques pessoais ou tentativas de desqualificação profissional.
Por fim, a entidade informou que continuará adotando todas as medidas institucionais cabíveis para a defesa da Promotora de Justiça Suzane Maria Carvalho do Prado e de seus associados e associadas, destacando que não tolerará qualquer forma de intimidação, desrespeito ou ataque à dignidade pessoal e funcional de membros do Ministério Público do Paraná.
Ver essa foto no Instagram





