O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná inicia nesta segunda-feira (4) mais uma edição do serviço Alerta Geada, que chega ao seu 32º ano de operação. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, além de prefeituras, cooperativas e associações de produtores.
Criado inicialmente com o objetivo de proteger lavouras de café recém-implantadas, o serviço passou por ampliação ao longo dos anos e hoje atende diversas atividades agropecuárias, como avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura. O monitoramento também tem impacto em outros setores da economia, incluindo turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.
De acordo com o Simepar, a geada é um fenômeno comum durante o período mais frio do ano, especialmente na região Sul do Brasil. Ela ocorre, principalmente, quando há atuação de massas de ar polar, céu limpo e ventos fracos. Nessas condições, a superfície terrestre perde calor rapidamente, provocando uma queda acentuada de temperatura próxima ao solo. A umidade do ar, então, se transforma em cristais de gelo, formando a geada.
Durante o período de funcionamento do Alerta Geada, que vai de maio até meados de setembro, equipes do Simepar e do IDR-PR divulgam boletins diários com informações sobre o clima e o comportamento das massas de ar frio no Estado. Quando há risco de danos às atividades produtivas, são emitidos alertas antecipados para orientar produtores na adoção de medidas preventivas.
Além dos boletins, um mapa com previsão atualizada para até 72 horas fica disponível diariamente nos canais oficiais das instituições, incluindo sites e redes sociais. As informações também podem ser acompanhadas por meio de aplicativos e canais de comunicação específicos.
Em 2025, o serviço registrou a emissão de 137 boletins diários e 39 alertas de geada com potencial de causar prejuízos. A maior parte dos avisos foi direcionada às regiões Sul do Paraná, com 37 registros, enquanto apenas dois ocorreram nas regiões Norte e Noroeste.
O acompanhamento pode ser feito por diferentes plataformas, como canais no WhatsApp e Telegram, aplicativo IDR Clima, além das páginas e redes sociais do IDR-Paraná e do Simepar.






