A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEPG (Agipi) inicia incubação de startups que desenvolvem biotecnologia baseada em fungos e subprodutos de tilápia, estimulando inovação e sustentabilidade
A Agência de Inovação e Propriedade Intelectual da UEPG, conhecida como Agipi, anunciou que em 2026 novas startups passarão a ser incubadas pela Incubadora de Projetos Tecnológicos (Inprotec). As selecionadas são a Muush, que cria biotecidos a partir de fungos, e a Cicatripep, que desenvolve um gel cicatrizante derivado de subprodutos da tilápia. Essa iniciativa visa fortalecer empreendimentos inovadores com potencial de mercado e impacto ambiental e social.
Integrando infraestrutura física, assessorias especializadas e conexões com o meio acadêmico e investidores, a Agipi acompanha o desenvolvimento e expansão dos negócios. Segundo informações da própria agência, o objetivo é consolidar a ponte entre a universidade e o ecossistema de inovação regional e estadual, ampliando também a qualificação da incubadora, que busca certificações Cerne nos níveis 2, 3 e 4.
Conforme divulgado pela Agipi, essa incubação contribuirá para alavancar projetos que unem pesquisa científica e aplicações comerciais, visando soluções sustentáveis e de saúde animal e humana que beneficiem a sociedade como um todo.
Suporte integral para startups inovadoras que combinam sustentabilidade e saúde
A Agipi oferece às startups um conjunto de serviços que fortalece o planejamento e desenvolvimento dos negócios, com infraestrutura compartilhada, capacitações e consultorias voltadas a empreendedorismo, tecnologia, gestão, mercado e captação de recursos. Conforme o chefe da Inprotec, Carlos Ubiratan da Costa Schier, essa seleção reflete a estratégia de inovação e empreendedorismo aplicada pela UEPG em cooperação com a comunidade e o mercado.
O vice-reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate, destacou a relevância das startups escolhidas. A Muush desenvolve materiais biodegradáveis e sustentáveis, produzidos com micélio de fungos, potencialmente revolucionando setores como moda e produtos ecológicos. Já a Cicatripep atua inicialmente com saúde animal, oferecendo um gel cicatrizante à base da tilápia, com possibilidade futura de expandir para a área de saúde humana.
Muush: biotecidos ecológicos que representam futuro sustentável para a indústria da moda
A startup Muush nasceu a partir de pesquisas na UTFPR em Ponta Grossa e cria materiais alternativos ao couro convencional, utilizando o micélio, parte vegetativa dos fungos. Segundo o professor Antonio Carlos de Francisco, um dos fundadores, é fundamental dar saída comercial às pesquisas para que os produtos cheguem ao mercado e melhorem a qualidade de vida das pessoas, evitando que as inovações fiquem restritas às universidades.
Durante o período de incubação, há o interesse de ampliar a interação com diferentes cursos da UEPG, buscando sinergias para desenvolver uma linha diversificada de produtos ecológicos que atendam diversos segmentos sociais.
Cicatripep: da pesquisa premiada à aplicação comercial para saúde animal e humana
O projeto Cicatripep surgiu dentro do programa governamental Prime, focado em propriedade intelectual com mercado, onde foi premiado. O grupo agora pretende transpor a pesquisa laboratorial para um produto comercial eficaz, comentou o professor Flávio Luís Beltrame.
Além de contribuir para o avanço científico e gerar novos projetos e bolsas de pesquisa, Cicatripep tem como missão ajudar animais e pessoas com soluções inovadoras. É uma demonstração clara de como a pesquisa acadêmica pode se concretizar em benefícios reais para a sociedade.
Contribuições da incubação para o ecossistema local e estadual de inovação
Além de receber essas duas novas startups, a Agipi atualmente apoia outras cinco, o que reforça seu papel como elo fundamental entre a universidade, mercado e políticas públicas do estado. Conforme Carlos Schier, a ampliação da carteira de empresas qualificadas com perfis inovadores fortalece a agência em busca das certificações Cerne que ampliam o reconhecimento e impacto da incubadora.
Essa estratégia visa fomentar o desenvolvimento econômico-social, com foco em soluções eficazes para a vida das pessoas e negócios. A atuação da Agipi como referência indicativa na região é um passo importante para consolidar Ponta Grossa e a região como polo de inovação tecnológica sustentável.

