Advogada que salvou mãe e primo de incêndio anuncia candidatura a deputada estadual no Paraná

Foto: Reprodução.
A advogada Juliane Vieira, que ficou conhecida em todo o país após salvar a mãe e um primo de um incêndio em Cascavel, no oeste do Paraná, disputará uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) nas eleições de 2026. Filiada ao MDB, ela afirma que a decisão de ingressar na política surgiu após a própria experiência como vítima de queimaduras e do contato com pacientes que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento especializado.
 
O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Na gravação, Juliane explica que pretende transformar a trajetória vivida desde o incêndio em uma pauta permanente na área da saúde pública. Segundo ela, a candidatura é motivada pela necessidade de ampliar a assistência às vítimas de queimaduras e fortalecer a estrutura de atendimento no Paraná.
 
Entre as propostas apresentadas estão a descentralização da rede de tratamento para queimados e a implantação de um hospital de referência no oeste do Estado. A advogada argumenta que muitos pacientes precisam percorrer longas distâncias ou aguardam vagas em unidades especializadas, situação que, na avaliação dela, pode comprometer o atendimento em casos graves.
 
Juliane também afirma que a experiência vivida durante a recuperação mostrou a importância de ampliar o acesso aos serviços especializados. Ao longo do vídeo, ela reúne relatos de pessoas que enfrentaram dificuldades para conseguir tratamento e defende que o poder público invista na expansão da rede de atendimento, além de ações voltadas à prevenção de acidentes e ao suporte às famílias.
 
A história da advogada ganhou repercussão nacional em outubro de 2025, quando um incêndio atingiu um apartamento no 13º andar de um edifício em Cascavel. Antes da chegada das equipes de resgate, ela conseguiu retirar a mãe e um primo de quatro anos do imóvel tomado pela fumaça e pelas chamas, colocando a própria vida em risco.
 
Durante o resgate, Juliane sofreu queimaduras em 63% do corpo e foi encaminhada ao Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina. Ela permaneceu internada por mais de três meses, período em que passou por diversos procedimentos médicos até receber alta.
 

Desde então, passou a utilizar a própria história para conscientizar a população sobre a importância do atendimento especializado às vítimas de queimaduras. Agora, ao disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, pretende defender políticas públicas voltadas ao fortalecimento dessa área, com foco na ampliação da rede de assistência, na criação de uma unidade de referência para o oeste do Paraná e em medidas que ampliem o acesso da população aos serviços especializados.

 

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