A advogada Juliane Vieira, de 29 anos, permanece internada no Hospital Universitário (HU) de Londrina, no norte do Paraná, onde apresenta evolução clínica e respira naturalmente. Ela está hospitalizada desde 15 de outubro de 2025, após ficar gravemente ferida ao resgatar a mãe e o primo de 4 anos durante um incêndio no prédio onde moravam, no centro de Cascavel, no oeste do estado.
De acordo com informações, Juliane está consciente e mantém a respiração espontânea, sem necessidade de aparelhos. Não há, por enquanto, previsão de alta. A paciente passou quase dois meses no Centro de Tratamento de Queimados, referência no atendimento a vítimas com lesões por fogo, período necessário para estabilização e início da recuperação.
O incêndio completa três meses nesta quinta-feira (15). A advogada sofreu queimaduras em 63% do corpo ao ajudar a retirar a mãe, Sueli Vieira, de 51 anos, e o primo, Pietro, de 4 anos, que estavam no apartamento no momento em que as chamas se alastraram. Após o resgate dos familiares, Juliane foi retirada do local pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento especializado.
As investigações da Polícia Civil foram concluídas em novembro de 2025 e apontaram que o incêndio não foi intencional, sem indícios de crime. O laudo pericial indicou que o fogo começou na cozinha do apartamento, localizado no 13º andar de um edifício no cruzamento das ruas Riachuelo e Londrina, no bairro Country, em Cascavel.
Na ocorrência, a mãe de Juliane sofreu queimaduras no rosto e nas pernas, além de inalação de fumaça e lesões nas vias respiratórias, ficando 11 dias internada em Cascavel. O primo foi transferido para Curitiba por causa das queimaduras e da inalação de fumaça, recebendo alta no fim de outubro. Um bombeiro que participou do resgate teve queimaduras nos braços, mãos e parte das costas, recebeu atendimento médico e já teve alta.
A equipe médica segue acompanhando a recuperação da advogada, que permanece sob cuidados hospitalares no HU de Londrina.




