Dois dos adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, já estão de volta ao Brasil após viagem aos Estados Unidos. O retorno ocorre em meio à decisão judicial que impõe a retirada de publicações que expõem os menores nas redes sociais.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Ulisses Gabriel, os adolescentes desembarcaram em São Paulo na manhã desta quinta-feira e, na sequência, seguiram para Santa Catarina. Até o momento, não há definição sobre a data em que eles serão ouvidos formalmente pela Polícia Civil. Outros dois adolescentes investigados permanecem no estado.
Paralelamente, a Vara da Infância e Juventude de Florianópolis determinou que plataformas como Instagram e WhatsApp removam, no prazo de 24 horas após notificação, imagens e comentários que identifiquem os menores envolvidos no caso. A decisão prevê a aplicação de multa diária e eventual bloqueio de contas responsáveis pelas publicações em caso de descumprimento.
A medida tem como base a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, com o objetivo de preservar direitos ligados à privacidade, à imagem, à intimidade e à honra dos adolescentes, que continuam sob investigação. A defesa sustenta que houve difamação, ameaças e ataques pessoais contra os jovens nas redes sociais. Além disso, a polícia instaurou inquérito para apurar o vazamento dos nomes dos envolvidos.
Enquanto o processo segue em andamento, manifestações em defesa da causa animal estão sendo organizadas em diferentes capitais do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, previstas para o fim de semana.

