Abóbora no Paraná movimenta R$ 106,5 milhões e fortalece renda em 330 municípios em 2025

Abóbora representa força na olericultura do Paraná, com destaque para a região de Curitiba e crescente valor econômico em 2025

A cultura da abóbora no Paraná movimentou R$ 106,5 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2025, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Com presença em 330 dos 399 municípios do estado, a abóbora segue como importante fonte de renda e diversificação para os pequenos e médios produtores rurais.

A região de Curitiba lidera a produção estadual, respondendo por 33,9% dos indicadores, seguida pelas áreas de Jacarezinho e União da Vitória, que juntas contribuem significativamente para o desempenho do setor. O preço da abóbora seca atingiu R$ 2,50 o quilo no atacado da Ceasa de Curitiba, valor 25% superior ao registrado em março de 2025, demonstrando estabilidade e valorização do produto.

Conforme informação divulgada pelo Deral, o cultivo da abóbora cobre uma área de 2,8 mil hectares e gerou uma colheita de 50,7 mil toneladas em 2025, consolidando-se como atividade estratégica para o agronegócio do Paraná.

Regiões que se destacam na produção e valorização do preço da abóbora

A olericultura paranaense evidencia seu protagonismo na agricultura do estado principalmente pela concentração da produção em três regiões principais. A Região Metropolitana de Curitiba lidera com 33,9% da produção, Jacarezinho responde por 12,6% e União da Vitória contribui com 9,5% do total.

Além da importância produtiva, o valor comercial da abóbora tem apresentado bom desempenho. No atacado da Ceasa de Curitiba, o valor do quilo da abóbora seca chegou a R$ 2,50, superando em 25% o preço registrado em março de 2025. Este cenário favorável reflete a estabilidade e a demanda crescente pela cultura, favorecendo a renda dos produtores.

Importância econômica e social da abóbora para pequenos e médios produtores

Para o agrônomo Paulo Andrade, do Deral, a cultura da abóbora exerce um papel relevante na diversificação das atividades no campo, especialmente para os pequenos e médios agricultores. Ele destaca que a abóbora tem diversas utilizações, inclusive na culinária, e contribui para a estabilidade econômica do produtor rural.

“É um produto que tem apresentado relativa estabilidade de preços, ofertando uma alternativa importante para diversificação das propriedades rurais”, comenta Andrade, ressaltando a abrangência da produção em todo o Paraná e seu papel na sustentabilidade das famílias do campo.

Contexto do agronegócio no Paraná e perspectivas para 2026

Além da olericultura, o agronegócio paranaense destaca-se no cultivo de grãos. A primeira safra de milho 2025/26 já teve 54% de sua área colhida, com crescimento de 21,5% em relação à safra anterior, especialmente no Sudoeste do estado, que avançou 55,1% no cultivo.

O trigo também reforça seu papel industrial estadual, com capacidade de moagem de 4 milhões de toneladas, tendo utilizado 87% dessa capacidade em 2024 para atender à demanda interna. O setor de proteína animal registra recordes, especialmente na suinocultura, enquanto o setor leiteiro enfrenta queda nos preços, com o litro pago ao produtor em R$ 2,11 em fevereiro de 2026.

No campo da apicultura, o Paraná liderou as exportações nacionais de mel “in natura” em janeiro de 2026, gerando receita superior a US$ 1,6 milhão, após a redução das tarifas dos Estados Unidos, o que devolveu competitividade ao produto paranaense no mercado internacional.

Segundo o boletim do Deral, as projeções para o agronegócio em 2026 são otimistas, prevendo novos recordes na produção de carnes e avançando no plantio da segunda safra de milho, com 62% da área estimada já cultivada. Ainda que algumas culturas de inverno, como o trigo, tenham redução de área, a indústria de moagem e os mercados de nicho mantêm o fortalecimento do setor.

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