Cristina Graeml é excluída de acordo político de Sergio Moro no Paraná

Foto: Rui Santos - onzexpressimagens

A movimentação política no Paraná ganhou novos contornos após o senador Sergio Moro (União-PP) acertar sua filiação ao Partido Liberal (PL), prevista para o dia 24 de março. O acordo foi alinhado com o senador Flávio Bolsonaro e marca uma reconfiguração na base política para as eleições estaduais.

Com a mudança, o PL deixa a base do governador Ratinho Junior (PSD), alterando o equilíbrio político no estado. O movimento foi acompanhado pelo Partido Novo, que também rompeu com o grupo do governo estadual e passou a integrar a nova articulação liderada por Moro.

A composição definida para a disputa inclui, além do próprio Moro como pré-candidato ao governo do Paraná, o deputado federal Filipe Barros (PL) como um dos nomes ao Senado e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) como alternativa para a segunda vaga. A formação indica uma tentativa de consolidar uma frente alinhada politicamente e com nomes já conhecidos do eleitorado.

Fora desse arranjo ficou a jornalista e influenciadora Cristina Graeml, que havia se filiado à federação União-PP com a intenção de disputar o Senado ao lado de Moro. Com a mudança de estratégia, ela não foi incluída na nova composição.

Após o anúncio, Cristina afirmou em suas redes sociais que manterá a pré-candidatura ao Senado e que não pretende recuar. No entanto, a permanência na federação União-PP tende a dificultar a viabilização de sua candidatura, o que pode levá-la a buscar uma nova legenda. Entre as opções disponíveis, restam partidos de menor estrutura e menor tempo de televisão.

As mudanças indicam um redesenho do cenário político no Paraná, com novas alianças sendo formadas e possíveis impactos diretos nas disputas majoritárias de 2026.

Compartilhe o artigo