A banda curitibana Redlightz conversou com o XV Curitiba sobre o show desta sexta-feira, primeiro dia de Festival

Foto; Theo Marques

Com quase duas décadas de estrada, a Redlightz construiu uma trajetória sólida dentro da cena underground curitibana, levando a sonoridade acelerada do punk e do hardcore para além das fronteiras brasileiras. Em uma cidade tradicionalmente fora do eixo das grandes capitais musicais do país, a banda encontrou na persistência, na conexão com a cultura do skate e na força da cena alternativa local os pilares para manter a relevância ao longo dos anos. Em entrevista ao XV Curitiba, os integrantes relembram a origem do grupo, falam sobre influências, experiências internacionais, a relação com o PsychoCarnival e os próximos passos da carreira.

XV Curitiba – A banda já está a um bom tempo na estrada, como surgiu o Redlightz? Qual é o segredo de durar tanto em Curitiba, que podemos dizer é uma cidade fora do eixo das grandes cenas musicais do país?

Redlightz – Estamos há 18 anos na estrada. O início da banda foi com Renato e Guilherme, meus irmãos, junto com o Maurício do No Milk Today. Posso dizer que buscamos uma mistura entre um som punk de Nova York e o Californiano. Quando entrei para banda, me integrei na elaboração de músicas novas e já em 2012, três anos após a fundação, terminamos de gravar e lançamos o primeiro disco. Quando a banda passou por adaptações e alteração de formação, fui atrás de amigos que estava no exterior e consegui a primeira apresentação no Rebellion, que é um festival britânico de punk rock realizado desde 1996. E isso possibilitou que fizéssemos uma turnê que acabou dando uma injeção boa de ânimo em todos da banda. O nosso segredo para manter a banda ativa por tanto tempo é um só: insistência.

XV Curitiba – Como você define a música que vocês fazem, muitos dizem que é o Speed Skate Punk, vai por aí mesmo? 

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Redlightz – O skate speed rock é mais relacionado a bandas de hardcore, o nosso som é um pouco mais porrada, temos uma pitada de zeke, que é estilo extremamente rápido, energético e agressivo. Esta sonoridade hardcore, skatepunk sempre fez parte do imaginário da banda, sempre permeou o que a gente buscava como resultado. O tema skate está vivo em todos nós, porque praticamos, falamos sobre isso nas letras, hoje incentivamos os filhos a praticar. Temos essa relação muito próxima com skate, ele foi e é importante na nossa vida. Eu tenho ouvido algumas bandas novas de punk rock australiano, mas claro sem jamais esquecer de algumas antigas como Motorhead, por exemplo.

XV Curitiba – Vocês já são presença marcante no PsychoCarnival com apresentações em diversas edições, alguns integrantes participam da equipe de produção do festival. Como é participar do evento e o que isso tudo significa para a história da banda?

Redlightz – Para nós, tocar em um Festival como o PsychoCarnival, tem sempre uma gigantesca importância. Reconhecemos a relevância do Festival para o mundo inteiro e estamos muitíssimos gratos por eles terem aberto as portas para nós. Sabemos que o nosso som também tem a ver com o Psychobilly, esta parte mais acelerada, mais Psycho do que Billy. A emoção de tocar no mesmo evento que um Ovos Presley, um Krápulas, um Sick Sick Sinners e outros tantos. Acredito que a cena underground em Curitiba se não existisse o PsychoCarnival, seria um tanto quanto menor.

XV Curitiba – Vocês também já fizeram turnês internacionais, participando de diversos festivais por aí. Como foi a aceitação de uma banda brasileira nestes eventos e daqui pra frente existem planos de novas viagens e também de novas músicas para um novo álbum?

Redlightz – De início, por desconhecimento, o público no exterior ficava meio na dúvida, mas como a gente vem lapidando o nosso som para ser rápido e envolvente, sem muito intervalo entre as músicas, quando começamos a tocar, vemos um público enlouquecido nas Rodas de Pogo. Então sempre fomos muito bem recebidos, eu acho que o underground, em qualquer lugar do planeta se respeita e se apoio. Estamos terminando o terceiro álbum, esse ano devemos pretender divulgar nacionalmente e nova turnê para 2027 lá fora.

XV Curitiba – Sobre o show da próxima sexta, vocês tocam no mesmo dia de bandas icônicas como Devotos e Black Pantera. O que esperar para este show no ano das Bodas de Prata do PsychoCarnival?

Redlightz – No nosso show da próxima sexta vamos tocar muitas das músicas novas e mostrar a nossa cara atual. Podem esperar um show cheio de energia, músicas novas, pouco falatório e a entrega que a banda sempre faz: o máximo que conseguimos botar de visceral para fora com precisão, amor e carinho pelo público do festival.

 

 

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