15 novos radares começam a ser instalados em cidade da Grande Curitiba

Foto: Divulgação,

Araucária terá 15 novos redutores eletrônicos de velocidade instalados em pontos considerados críticos da área urbana. A previsão é que a empresa Perkons, responsável pelo serviço, conclua a implantação dos equipamentos até o início de novembro.

Mesmo depois da instalação, os radares não começarão a gerar autuações imediatamente. A partir da conclusão do trabalho, será iniciado um período educativo de 30 dias. Durante esse intervalo, motoristas que ultrapassarem o limite de velocidade não serão multados pelos novos equipamentos.

Os próprios redutores terão sinalização informando que estão em fase educativa. Somente depois desse prazo terá início a fiscalização com registro de infrações.

A escolha dos locais levou em consideração características do trânsito de Araucária, como fluxo de veículos, velocidades praticadas, circulação e histórico de acidentes. Segundo o diretor do Departamento de Trânsito da Secretaria Municipal de Urbanismo, Renato Krupa, a intenção é utilizar a fiscalização eletrônica para aumentar o respeito aos limites de velocidade e diminuir situações de risco.

Araucária é o décimo município mais populoso do Paraná. A estimativa do IBGE para 2026 é de 164.291 moradores, enquanto a frota local ultrapassa 100 mil veículos.

O excesso de velocidade aparece entre as principais infrações registradas no município. Foram contabilizadas 14.475 autuações por conduzir acima do limite permitido em até 20%. Desse total, 12.657 foram registradas pela fiscalização municipal.

Os números de acidentes também estão entre os fatores considerados para implantação dos equipamentos. No ano passado, dez mortes foram registradas no trânsito da cidade. Sete das vítimas eram motociclistas.

Dados apresentados para justificar a adoção da fiscalização eletrônica apontam que a velocidade excessiva pode aumentar a gravidade dos acidentes. Segundo especialistas da área, aproximadamente 90% dos acidentes registrados no mundo estão relacionados diretamente ao fator humano, incluindo comportamentos imprudentes de motoristas.

Um estudo de 2019 da Organização Mundial da Saúde apontava o Brasil na quarta colocação entre os países com maior número de mortes decorrentes de acidentes de trânsito, atrás de China, Índia e Nigéria.

Na época, o diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho, afirmava que uma pessoa morria no trânsito brasileiro a cada 15 minutos e que, a cada dois minutos, alguém sofria sequelas provocadas por ferimentos em acidentes.

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e do Observatório Nacional de Segurança Viária também estimou em aproximadamente R$ 50 bilhões por ano o custo dos acidentes de trânsito aos cofres públicos, considerando despesas relacionadas à saúde, indenizações e previdência.

Em relação ao controle da velocidade, os dados apresentados indicam que a fiscalização eletrônica pode reduzir em cerca de 60% o número de mortes e em 30% a quantidade de acidentes.

Um estudo realizado em 2007 pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capital, o IBMEC-RJ, apontou ainda que cada redutor eletrônico instalado poderia evitar aproximadamente três mortes e 34 acidentes por ano.

Segundo Renato Krupa, os motoristas terão acesso previamente aos pontos de fiscalização, limites de velocidade e cronograma de implantação. O período educativo, segundo ele, permitirá que os condutores conheçam os novos locais monitorados e adaptem a condução antes que as autuações passem a ser registradas.

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