Vereadores propõem “Segunda Sem Carne”

Projeto em tramitação na Câmara de Curitiba, de autoria dos vereadores Goura (PDT), Fabiane Rosa (PSDC) e Katia Dittrich (SD) pretende criar o programa “Segunda Sem carne” nas escolas da rede municipal. O objetivo dos parlamentares é que pelo menos em um dia da semana (prioritariamente às segundas-feiras) a carne da merenda escolar seja substituída por proteína vegetal (005.00286.2017). De acordo com eles, a proposição vai ao encontro das orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), que instituem a redução do consumo de carne – principalmente a vermelha – como medida de saúde.

 

“A substituição da proteína animal pela proteína vegetal uma vez por semana, além de beneficiar a saúde, o planeta e os animais, também é responsável por significativa redução de custos nas compras alimentares”, esclarecem os vereadores.

O projeto estabelece que estão fora do programa os alunos que comprovem, por meio de nutricionista, a necessidade de uma dieta com proteína animal. Também fica instituído que o município poderá promover campanhas educativas e de divulgação e outros eventos para buscar o esclarecimento da população quanto aos benefícios do não consumo de carne. Outra medida prevista no projeto é a possibilidade de capacitação de merendeiras, cozinheiras e de pessoas jurídicas que prestam serviços ao Município, bem como da população em geral sobre o uso de proteína vegetal.

De acordo com o texto de justificativa do projeto, alimentos de origem animal podem apresentar elevada quantidade de calorias por grama e teor excessivo de gorduras não saudáveis (chamadas gorduras saturadas), características que podem favorecer o risco de obesidade, de doenças do coração e de outras doenças crônicas, diz o Guia Alimentar para a População Brasileira, publicado pelo Ministério da Saúde.

“O consumo de proteína animal no Brasil é, ao menos, duas vezes maior do que as 100 gramas diárias recomendadas e a obesidade e sobrepeso já atinge 60% da população adulta brasileira, fator relacionado ao aumento da incidência de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e câncer”, argumentam os vereadores, na justificativa.

O projeto cita como exemplo que 1 quilo de acém, que custa em média R$ 11,00, serve no máximo 20 crianças. Por outro lado, a proteína de soja custa em média R$ 7,00 o quilo e atende às necessidades de 50 pessoas. “Na prática, um município que fornece refeições para 10 mil alunos teria uma economia de R$ 204 mil”, justifica a matéria.

Tramitação
O projeto foi protocolado no dia 1º de agosto e será encaminhado para a análise da Procuradoria Jurídica, onde receberá instrução técnica, e depois segue para as comissões temáticas do Legislativo. Durante a análise dos colegiados, podem ser solicitados estudos adicionais, juntada de documentos faltantes, revisões no texto ou o posicionamento de outros órgãos públicos afetados pelo seu teor. Depois de passar pelas comissões, a matéria segue para o plenário e, se aprovada, para sanção do prefeito para virar lei.

 

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