Um funcionário público, com mais de 20 anos de serviço, foi preso no prédio da Prefeitura de Curitiba, na manhã desta terça-feira (20). Ele é suspeito de cobrar propina para baixar impostos sobre imóveis dentro da própria prefeitura. Outras oito pessoas, incluindo um despachante, também estão envolvidos no caso de fraude.
 
Após denúncia feita e encaminhada pela Procuradoria Geral do Município de Curitiba ao Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos), da Polícia Civil, foi que se deu a investigação, com duração de aproximadamente cinco meses.
 
A Polícia Civil então, deu início nesta manhã (20), em Curitiba e região metropolitana, a operação batizada de “Taxa Extra”, para cumprir mandados de busca e apreensão e prisão temporária de nove pessoas envolvidas na fraude de impostos municipais.
 
A suspeita é que os envolvidos no crime estejam agindo há cerca de dez anos, cometendo fraudes no IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana), ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Móveis) e ISS (Imposto Sobre Serviços).
 
Além dos mandados, a Justiça autorizou quebra de sigilo fiscal e bancário de cinco pessoas da quadrilha, entre elas alguns servidores da prefeitura. Os nomes dos servidores envolvidos não foram divulgados.
 
A ação tem o apoio do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais), unidade de elite da PC, e do Nuciber (Núcleo de Combate aos Ciber Crimes).
 
Em nota, a Prefeitura de Curitiba, através da sua assessoria destacou:
 
“A Prefeitura de Curitiba solicitou à Polícia Civil investigação sobre possíveis fraudes em tributos do município (ISS, IPTU E ITBI), após receber denúncias e fazer verificação interna, na qual foram detectadas alterações no sistema responsável por esses dados, durante o ano de 2017. Com a divulgação da investigação Taxa Extra, a Procuradoria Geral do Município vai abrir processo administrativo para tirar do quadro funcional os servidores envolvidos com a fraude”.
 
Foto: Polícia Civil

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