Uma quadrilha envolvida na clonagem de cheques foi presa, na manhã de terça-feira (17/04), durante a operação “Loro”, desencadeada pela Delegacia de Estelionato (DE) de Curitiba. Um homem, de 47 anos, é apontado como líder desta organização criminosa. Ele foi detido em casa na cidade de Guarapuava. Estima-se que em pelo menos seis meses a associação criminosa, por meio da fraude, obteve a quantia superior a R$ 1 milhão.

A ação policial foi realizada de forma simultânea nas cidades de Curitiba (PR), Colombo (PR), Londrina (PR), Guarapuava (PR), Camboriú (SC) e Ji- Paraná, Estado de Rondônia (RO), Norte do Brasil.

Além do líder, outras quatro pessoas suspeitas de integrar o bando também foram detidas ao longo da operação. As investigações iniciaram há cerca de seis meses, depois que a especializada realizou a prisão de uma mulher suspeita de aplicar um golpe bancário, descontando cheques clonados. A partir desta prisão, com base nas informações, foi possível identificar o envolvimento de outras pessoas na quadrilha.

De acordo com investigações, o bando conseguia os cheques originais de diversas formas, uma delas era a compra desses cheques com pessoas (normalmente idosas) que estavam em filas nos caixas eletrônicos. 

Os cheques originais eram enviados para o líder da quadrilha, preso em Guarapuava, que por ser publicitário e desenhista, refazia os cheques com perfeição, adulterando os valores, código de barras e número de série. “Em seguida, os cheques eram enviados para outros membros do bando que tem a função de apresentá-los nos caixas para o desconto”, explicou a delegada-adjunta da DE, Vanessa Alice.

Conforme a delegada, os crimes iniciaram em Curitiba, mas o bando também atuou nos Estados de Minas Gerais (MG), Goiás (GO), São Paulo (SP), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Rondônia (RO), Santa Catarina (SC), Rio Grande do Sul (RS) e em várias cidades do Paraná (PR). “Somente nesses seis meses de investigações, estima-se que a quadrilha obteve a quantia de R$ 1 milhão”, lembra a delegada. 

As investigações apuraram também que Batista orientava os demais membros do grupo e possuía um vasto conhecimento sobre operações bancárias e falhas nos sistemas antifraude dos bancos. 

Outras cinco pessoas já foram identificadas, porém permanecem foragidas.Ao todo foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 14ª Vara Criminal de Curitiba. Durante a operação, as equipes policiais apreenderam diversos documentos falsos, cheques clonados (em processo de confecção), apetrechos para a falsificação, bem como computadores, impressoras de alta resolução e dois carros (Hilux e BMW).

Para o cumprimento dos mandados de prisão, a DE contou com o apoio do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil de Londrina, Guarapuava, Roraima (RO) e Camboriú (SC). O nome da operação – Loro – se refere a forma que a quadrilha chamava o cheque. 

Os suspeitos responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documento público, associação criminosa e falsidade ideológica. Todos permanecem presos à disposição do Poder Judiciário.

Comments

comments