Próximo de completar 35 anos, dos quais 24 foram dedicados ao futebol, Joice Cristina Luz Villela da Costa, a "Joicinha", que integra a seleção brasileira feminina de futebol 7, diz que seu maior sonho é "ver o futebol feminino reconhecido e valorizado da maneira que merece." Para ela, muitas coisas já mudaram, mas há muito por fazer. "Eu continuo lutando por isso, para mostrar que não é futebol feminino ou masculino, é futebol, uma paixão nacional."

 

A curitibana que se destaca no esporte e carrega na bagagem mais de 20 títulos fala sobre a falta de apoio no esporte. "Sou formada em Administração e atualmente trabalho numa Clínica de Dermatologia. A instabilidade da modalidade me fez escolher por não mais somente jogar futebol. Mas o amor prevalece e como disse quero ver com os meus olhos, as mudanças acontecerem."

 

Joicinha já jogou na seleção brasileira nos anos de 1998, 2010 e 2011, na Seleção Brasileira Universitária em 2011 e desde 2017 integra o time da Seleção Brasileira de Futebol 7.

 

Ela que diz ter "nascido jogando futebol", começou sua trajetória no esporte ainda aos 11 anos de idade. A modalidade de campo iniciou um ano depois, aos 12 anos. "Minha primeira equipe se chamava Esporte Clube Caiuá (futebol de areia), depois joguei em um time do meu bairro, o Olaria, e jogava em times masculinos também."

 

Seu currículo é extenso, iniciou em times de futebol da suburbana de Curitiba, e depois em clubes como Santos (SP), Bangu (RJ) e Vitória de Santo Antão (PE). Desde 2015 é titular da Equipe Forte no futebol 7, uma nova modalidade que difere em alguns pontos do futebol de campo, entre eles: são 7 jogadores (contando o goleiro), o período da partida é menor, são dois tempos de 25 minutos, com 10 minutos de intervalo. A quadra mede 40 a 60 metros de comprimento e 20 a 40 metros de largura. A bola é de tamanho médio e em caso de empate, a partida será definida no shoot-out.

A família para ela é a base de tudo. "Sempre tive muito apoio da minha família e amigos. O mais difícil sempre foi a saudade de casa, mas sabendo que todos estavam orgulhosos de mim, eu me fortalecia para continuar."

 

Mãe de João Pedro, de 9 anos, ela acredita que no futebol, talento e dedicação, são complementares. Embora veja o amor do filho pelo futebol, ela promete que não irá influenciar na escolha profissional do menino. "Ele adora futebol, sempre jogamos juntos. Ele já está numa escolinha e o pai dele também foi jogador profissional. Se ele quiser seguir carreira, apoiaremos a sua escolha, caso não queira, também apoiaremos."

 

O Coritiba é o time do coração e sua inspiração para jogar vem de nomes como as lendas Formiga e Roberto Carlos. "Admiro tantos atletas, mas citando alguns ídolos que foram e ainda são grandes personagens no futebol para mim… Sissi e Formiga (a última aliás, tive o prazer de jogar junto, e ela ainda continua jogando muito). No masculino minhas referências são o lateral esquerdo Roberto Carlos e o meia Alex."

 

Dentre as principais conquistas de sua carreira no futebol de campo são destaques: Em Curitiba foi bicampeã paranaense pelo União (Ahú) e campeã paranaense sub 20 pelo Novo Mundo. No Santos foi bicampeã paulista, bicampeã da Copa do Brasil e bicampeã da Libertadores. No Vitória conquistou o tetracampeonato pernambucano e foi por duas vezes vice-campeã da Copa do Brasil.

 

E na seleção brasileira de futebol de Campo foi vice-campeã do Torneio Cidade de São Paulo e jogando na seleção universitária brasileira de futebol de campo foi terceiro lugar no campeonato internacional Universíade, na China.

 

Já pela Equipe Forte foi campeã da Copa RIC de futebol 7 em 2015; campeã da Recopa Feminina de futebol 7 em 2016; terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de futebol 7 em 2016; vice-campeã da copa do Brasil e vice-campeã do campeonato Brasileiro, ambos no futebol 7, em 2017.

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