Pesquisa Ibope/RPCTV de intenção de votos ao governo do Paraná mostra o deputado estadual Ratinho Junior (PSD) em primeiro lugar, com 33%, quase o dobro que a segunda colocada, a atual governadora e candidata à reeleição Cida Borghetti (PP), que tem 15%. Na sequência, aparecem tecnicamente empatados João Arruda (MDB), com 5%; Dr. Rosinha (PT), com 3%; e Piva (PSOL), com 2%.

Os candidatos Ogier Buchi (PSL), Professor Ivan Bernardo (PSTU), Priscila Ebara (PCO) e Jorge Bernardi (REDE) têm 1% das intenções de voto cada. Geonísio Marinho (PRTB) não pontuou. Brancos e nulos somam 22%. Não souberam responder, 15%.

Este é o primeiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Foram ouvidos 1.008 eleitores, entre os dias 19 e 21 de agosto. O nível de confiança é de 95%.

Na pesquisa espontânea, quando o pesquisador pergunta ao eleitor em quem ele vai votar sem apresentar uma lista de candidatos, Ratinho também aparece em primeiro, com 13% das intenções de voto. Cida tem 5%. Rosinha e Arruda aparecem com 1%. Os demais não pontuaram.

O Ibope também mediu a rejeição dos eleitores paranaenses aos postulantes ao governo do Paraná. A atual governadora, Cida Borghetti, aparece com o maior porcentual: 19%. Dr. Rosinha aparece na sequência com 16%, seguido de Ratinho Junior, com 14%, mesmo porcentual do candidato do MDB, João Arruda. Piva possui 12% de rejeição; Geonísio Marinho, Priscila Ebara e Jorge Bernardi, 6%. Já 5% dos eleitores disseram que não votariam em Ogier Buchi ou no Professor Ivan Bernardo, e 8% dos entrevistados disseram que votariam em qualquer um dos candidatos. Não sabe/não respondeu, 33%.

Repercussão

Cida Borghetti avaliou que a pesquisa comprova seu crescimento nas intenções de voto. "Tenho certeza de que vamos continuar nesse ritmo com o início da campanha eleitoral na TV e no rádio, onde vamos apresentar propostas e comparar trajetórias política", disse.

Arruda, que entrou na disputa no último dia previsto para as convenções partidárias, depois da desistência de Osmar Dias (PDT), também comemorou o resultado do levantamento. "São os números dos quatro anos de campanha dos adversários, contra a recente candidatura própria do MDB", avaliou. Ratinho Junior não quis comentar.

Senado

O Ibope também mediu a preferência dos eleitores paranaenses sobre os postulantes ao Senado Federal. Em primeiro lugar aparece o ex-governador e atual senador Roberto Requião (MDB), com 40% das intenções de voto, seguido do também ex-governador Beto Richa (PSDB), com 30%, que deixou o cargo em abril. Em 2018, os eleitores de todo o País terão que escolher dois senadores para votar.

Na sequência do levantamento aparecem: Flavio Arns (REDE), 17%; Alex Canziani (PTB), 9%; Mirian Gonçalves (PT), 4%; Nelton (PDT), 3%; Rodrigo Reis (PRTB), 3%; Rodrigo Tomazini (PSOL), 3%; Compadre Luiz Adão (DC), 2%; Zé Boni (PRTB), 2%; Gilson Mezarobba (PCO), 1%; Jacque Parmigiani (PSOL), 1%; Oriovisto Guimarães (Podemos), 1%; Roselaine Barroso (Patriotas), 1%.

Votos brancos e nulos para a primeira vaga ao Senado somaram 17% no levantamento. Para a segunda vaga, foram 27%. Pessoas que não souberam ou não quiseram responder somaram 39% dos entrevistados

Na pesquisa espontânea, em que o pesquisador pergunta ao eleitor em quem ele vai votar sem apresentar uma lista de candidatos, Requião aparece tecnicamente empatado com Richa, com 6% das intenções de voto contra 5% do tucano. Flavio Arns tem 2%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE: BR-06574/2018) e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE: PR-04869/2018).

A Coligação Paraná Inovador, do candidato Ratinho Junior, e o candidato Ogier Buchi tentaram impedir a divulgação da pesquisa. A Justiça Eleitoral negou o pedido, mas ordenou que a divulgação tenha a seguinte ressalva: "A pesquisa está sendo impugnada por duas representações eleitorais, ajuizadas por interessados diversos, segundo os quais a pesquisa não atendeu aos requisitos previstos na resolução nº 23.549 – TSE, especialmente quanto a insuficiente estratificação para o nível econômico dos eleitores respondentes".

 

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