A redução do número de homicídios em Curitiba continua batendo recorde. O primeiro trimestre em Curitiba foi o menos violento em relação a assassinatos nos últimos 11 anos. Houve 79 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) em janeiro, fevereiro e março de 2018 – contra 101 no mesmo período do ano passado. Uma queda de 21,7%.

É o menor registro no período desde 2007, quando começou o levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária. O declínio de número de assassinatos na capital do Estado tem sido constante. Considerando o primeiro trimestre de 2010 e o deste ano, a redução é expressiva: 67%. Foram 240 em 2010 e 79 nestes primeiros três meses de 2018.

O recorde foi anunciado pela governadora Cida Borghetti nesta terça-feira (8), durante a reunião das forças de segurança pública do Paraná, realizada no Palácio Iguaçu. O número do primeiro trimestre reforça a tendência de queda neste tipo de crime, cujo combate é prioridade para o Governo do Paraná.

“Entre os fatores para esta queda está o trabalho conjunto da PM na prevenção e na expertise da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil, de identificar e prender os autores, além do forte investimento feito pelo Governo do Estado em pessoal, viaturas e armamento”, disse a governadora. Com mais viatura e policiais, é possível posicionar o policiamento nos locais e horários de maior incidência criminal.

“A gente sabe que precisa fazer mais investimentos ainda, cada vez mais capacitar, dar segurança aos policiais através de equipamentos e armamento, para que eles possam combater todas as formas de crimes presentes no dia a dia na vida das pessoas”, completou Cida Borghetti.

VITÓRIA – O secretário da Segurança Pública, Júlio Reis, atribuiu a importante redução nos homicídios a diversos fatores, como investimentos feitos pelo governo, que possibilitaram o aparelhamento das polícias, e a integração entre a Polícia Militar e Civil. Outro fator, segundo Reis, foi a criação da Divisão de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) na capital, permitindo um foco maior na elucidação dos crimes de homicídio.

“Com toda certeza isso é sinal da integração existente através do eficiente trabalho preventivo da PM e o conhecimento e experiência DHPP, que melhorou a qualidade das investigações destes crimes. Se compararmos com 2010 para hoje, 67% de redução dos crimes de homicídio é uma grande vitória para todos”, disse o secretário.

O delegado titular da DHPP, Fábio Amaro, cita, além dos investimentos e da integração entre as polícias, também a parceria com o Instituto de Criminalística. “Temos também a questão do aumento de prisões e isso reflete diretamente na diminuição dos assassinatos. A nossa expectativa é que essa curva desça ainda mais e que neste ano tenhamos aproximadamente 20% a menos que o ano passado”, avaliou Amaro.

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