Escolhas – Por Mariana Bileski

Toda escolha que fazemos gera uma consequência. Somos totalmente responsáveis pelo que decidimos, mas o que é gerado a partir disso, não podemos mudar. Isso se aplica a tanta coisa na vida. Das coisas mais simples às mais graves, que vão repercutir por anos e até gerações. E com o nosso estilo, não é diferente. Muitas opções e gostos aparecem nas passarelas e vitrines, mas depende de nós sermos influenciados ou nos rendermos ao que está à venda. E optar por algo ou por ser alguém exclui as demais possibilidades. Não dá pra se ter tudo na vida, né?

A resposta pra essa indecisão é só você quem consegue encontrar. Não adianta. E até não decidir implica em uma resposta, no final das contas. Por isso é tão importante termos dentro de si a certeza de quem nós somos. Afinal, se somos facilmente levados por qualquer brisa passageira, vai ser difícil nos provarmos, firmarmos e posicionarmos. Com tanta instantaneidade, ansiedade e fast fashion, fast food, tudo pra já, são poucos os que não são levados pela imaturidade de querer pra agora tudo o que está em alta no momento. Em contrapartida, é claro que o estilo pessoal muda com a passagens das estações vividas. Nós amadurecemos, mudamos, achamos e deixamos de achar, mas cada princípio, decisão e opinião são muito mais verdadeiros se pautados de acordo com os padrões lá de dentro. Aí as transformações serão estruturadas e sustentáveis.           

O fato é que decidir algo em detrimento de outra coisa ou mudar de opinião não é um problema. Exige maturidade, confiança e respeito (de si para si) para que estas escolhas sejam feitas. Sejam elas da roupa que vai vestir antes de sair de casa, da profissão que pretende seguir, do amor que quer casar, do lugar que quer morar. Entender que um “sim" ou um “não" são opções mas as consequências deles não são – só vêm no pacote – faz parte da vida. Claro, com erros, a gente passa a acertar mais, na sequência. Mas ainda mais sábio é observar o colega ao lado e evitar os erros já cometidos por ele pra não ter que sofrer o mesmo. E, no fim, a escolha saudável é aquela respeita os demais, respeita a si, sua identidade e seu destino. Seja de qual sapato combina com você ou de qual caminho percorrer nessa rápida e única vida.           

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