A Polícia Civil de São José dos Pinhais, com o apoio dos investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba (DFR) fechou na na última terça-feira (19/06), um barracão de uma empresa que estava produzindo peças e componentes falsificados para a utilização em implantes dentários, localizada no bairro Costeira.

Após uma denúncia a Polícia iniciou a investigação que culminou na prisão do gerente da empresa, um homem de 31 anos, que é genro do proprietário. Segundo informações do delegado-adjunto da Delegacia Michel Teixeira Carvalho o barracão chamou atenção por não ter nenhuma identificação na fachada.

“Não tinha nenhuma identificação de empresa na fachada, mas através do portão foi possível observar que no interior do barracão havia uma pessoa trabalhando com máquinas. O portão estava entre aberto e equipe adentrou ao local e constatou que funcionava uma empresa de usinagem de peças com cinto tornos em funcionamentos e demais acessórios e matéria-prima para produção”, contou Carvalho.

Ainda de acordo com o delegado, na parte superior do barracão funcionava a administração da empresa, onde um homem responsável se encontrava no momento do flagrante. Ele ainda tentou despistar a polícia quando foi questionado sobre a finalidade das peças produzidas, mas a polícia verificou que haviam peças com identificação, além de desenhos de modelos de peças e catálogos especializados de componentes protéticos. O homem acabou admitindo que a finalidade da empresa é a produção de componentes protáticos.

No local a polícia também encontrou uma grande quantidade de matéria-prima para a produção e grande quantidade de produtos acabado, várias agendas e anotações com telefones de contatos de clínicas odontológicas e dentistas que compravam o material para implantar em pacientes, um bloco com pedidos de clientes com descrição do material e valor cobrado.

Foram apreendidos também algumas amostras de matéria-prima pom “plástico” em pedaços, pedaços de barras de inox, pedações de barra de acrílico, pedaços de barras de titânio, componentes protéticos acabados de diversos modelos, desenhos de componentes protético, catálogo de componentes protéticos, 02 (duas) cpu, notebook com carregador. sobre uma mesa do escritório havia um montante em dinheiro no valor de r$ 1.676,00 (um mil seiscentos e setenta e seis reais ) e foi apreendido com os demais objetos.

A polícia ainda apurou que esta organização criminosa já havia sido investigada em uma operação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) em junho de 2017. “Desde esta data mudou de endereço e se instalou em São José dos Pinhais e continuava produzindo componentes falsificados para próteses em larga escala. Falsificar implante é crime hediondo, previsto no artigo nº 273 do código penal, podendo acarretar penas de dez a 15 anos de reclusão”, finalizou o delegado.

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