Diário do Psycho Carnival – 12 de fevereiro

Última noite do Festival com muito psychobilly e surf music para todos os gostos. Quem abriu os trabalhos do dia foi a banda Voodoo Brothers, duo paulista formado por Vinci Cave (vocal / guitarra) e Camila "Pitty" Lacerda (backing vocal / bateria). Muita gente chegando ainda, já que a chuva que caia na hora atrasou a plateia, mas como o Festival é internacional os shows começaram no horário.

Ao lado do Jokers tem um estacionamento que no domingo e também na segunda, estava fechado. No domingo ainda tinha um vallet a disposição, mas na segunda, nem o vallet apareceu. E todos sabem que segunda em Curitiba, mesmo sendo uma de carnaval, a coisa toda é meio parada por aqui…. vencida a dificuldade de estacionar com segurança, vamos ao que não deixou ninguém parado, o Psycho Carnival.

Em seguida os paraguaios do Luisonz fizeram um show bastante original e barulhento. Muito psychobilly na orelha da zumbizada e uma dançarina performática deram o tom da banda que também toca fantasiada de mulheres à beira e um ataque de nervos…

Os catarinas do Tampa do Caixão fizeram um show memorável. Sempre competentes e apresentando um psychobilly mais melódico, deixaram os presentes com vontade de quero mais. Sem sotaque barriga verde, mas com muita atitude, Bronco Billy (Vocal), Vitor Borba (Guitarra), Testa VooDoo Rocker (Slap Bass) e Patrick Voodoo Beat (Batera), abriram a tampa do caixão e fizeram um dos melhores shows da noite.

Só deu tempo para uma passada rápida no banheiro e fumar um cigarro na chuva e os suecos do Wild Rooster já subiam ao palco do Jokers. Rockabilly da melhor qualidade. Os suecos mostraram muita intimidade como palco e tocaram como se estivem em casa. A cover de Johnny Cash foi a parte alta do show e emocionou a plateia.

Antes da próxima banda, a performance de Larissa Maxine levantou muita coisa, mas principalmente os ânimos do povão que assistia.

The Mullet Monster Mafia é uma pancada nos ouvidos. A banda de Piracicaba faz uma surf music rápida, alta e sem frescuras. Emiliano Ramirez na bateria, Ed Lobo Lopez na guitarra e Marcondez Verniz no baixo, fazem do The Mullet Monster Mafia uma das maiores referência no estilo.

Para fechar a décima nona edição do Psycho Carnival os curitibanos do Hillbilly Rawhide fizeram o melhor show da noite. Em uma livre tradução os “caipiras casca-grossa” trouxeram um violino e um banjo. O country misturado com rock primitivo é o ponto alto da banda que não deixa ninguém parado. Essa é uma banda que toca em qualquer festival no Brasil, seja no sertanejo ou no rock and roll.

Foi-se mais um Psycho Carnival e o que ficou disso tudo? Mesmo com dificuldades em viabilizar o evento, mesmo tendo perdido algumas bandas do line up original, o Psycho Carnival continua vivo, pulsante e repleto de novidades, mostrando que a cena Psychobilly na cidade vai bem, obrigado.

Vida longa zumbizada! Ano que vem tem mais…

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