CRÍTICA | Guardiões da Galáxia – Volume 2

Depois do sucesso de Homem de Ferro, em 2008, a Marvel mudou de patamar quando se fala em produções cinematográficas e também revolucionou o tema “super-heróis”. Tivemos redefinições de figuras já conhecidas, apresentações de novos personagens e também a reunião da maioria deles em um só filme.

Quando “Guardiões da Galáxia” chegou em 2014, muitos não souberam o que esperar, já que eram personagens desconhecidos da maioria do público. Bastou lançar e pouco tempo passar, para ganhar o coração dos fãs, que adoraram o filme. O humor fácil, a conexão entre os personagens, que mesmo tão diferentes, conseguiram formar uma família. A trilha sonora elogiada por muitos e é claro, Groot. Os “desconhecidos” Guardiões da Galáxia até então, entraram para o ‘hall’ da fama do NOSSO universo de super-heróis e ganharam respeito e atenção.

Mas, fazer uma continuação para algo que já é bom é uma tarefa muito complicada. Eles têm que não só igualar o sucesso do primeiro, como tem que ser superior na maioria das vezes. E isso vai muito além de público e crítica. Contudo, podemos dizer que “Guardiões da Galáxia – Volume 2”, consegue realizar esta tarefa com louvor.

O filme não é melhor que o primeiro. Mas de longe, também não é pior. E é isso que é mais surpreendente. O filme consegue ser tão cativante quanto o primeiro, com um tom a mais de drama, mas com uma quantidade extra de humor. O diretor James Gunn nos apresentou uma aposta de desenvolver melhor seus personagens, então neste filme pudemos nos aproximar muito mais deles. Vemos o bebê Groot (Vin Diesel), que é doce e engraçado na medida certa, ou seja, o filme não fica focado apenas em sua “fofura”. Vemos um pouco mais dos sentimentos de Rocket (Bradley Cooper) e entendendo melhor o motivo da sua “babaquice” com todos ao seu redor. Vemos uma aproximação maior entre Peter Quill (Chris Pratt) e Gamora (Zoe Saldana), mas de maneira moderada (o que eu acho que neste ponto, poderiam ter ido um pouco mais além). Conhecemos também um pouco mais do passado de Peter e o seu misterioso pai Ego (Kurt Rusell), cujo personagem é um dos arcos centrais da história. Mas, fechando o grupo dos “principais”, deixei o melhor por último. O personagem Drax, interpretado por Dave Batista, foi um dos pontos altos do filme, pois teve um maior destaque. Diria que ele conseguiu ser uma mistura da personalidade de todos os personagens, de uma vez só. A história continua sendo mais centrada no Peter Quill, o nosso Senhor das Estrelas, mas foi muito interessante de ver uma profundidade maior de cada personagem. Misturando a singularidade de cada um, mesclado com os novos personagens que a história apresenta, o filme é centrado basicamente no conceito de família. O filme também nos apresenta uma carga emocional muito grande, deixando os mais sensíveis com os olhos marejados mais para o fim do filme, nos dando aquela famosa “facada” no peito. Algo que só um bom filme consegue fazer.

O filme, mais uma vez, tem uma ótima trilha sonora, como “Mr. Blue Sky”, “Fox on the Run” e “The Cain”, colocando-as em momentos chaves do filme. Também há boas referências, easter-eggs, muita cor e efeitos especiais, participações e deixa claro que veremos os Guardiões da Galáxia de novo, o que é, claro, muito óbvio e esperado.

Talvez o que possa não agradar muito a todos neste filme, é a quantidade de informações proposta nele. São muitos arcos a serem desenvolvidos e entendidos na história, casos paralelos, reconciliação, traição, heróis improváveis, vilões improváveis, tudo isso no meio de muita bombas e explosões. Há quem goste e há quem não goste, vai de cada um.

No mais, são 2 horas e 17 minutos de filme, dos quais você quase não sente passar, pela diversão e interação que ele propõe. E mesmo depois que acabe, ainda não é hora de levantar da poltrona, pois o filme apresenta cinco (isso mesmo, 5) cenas pós-créditos. Algumas delas divertidas, como brincadeiras, e outras importantes para o futuro do futuro do Universo Cinematográfico da Marvel.

Por hoje é isso, espero que gostem da minha crítica e os inspirem a assistir o filme. É o que eu sempre digo para quem já me acompanha há algum tempo: ler/assistir críticas, sejam elas positivas ou negativas, é sempre bom para se inspirar ou tomar como base. Mas, melhor do que isso, é ir ao cinema assistir ao filme e tirar suas próprias conclusões. “Guardiões da Galáxia – Volume 2” é um programa e tanto, seja para família, para fãs ou até para quem não conhece nada de super-heróis. O filme estreia dia 27 de abril nos cinemas de todo o Brasil.

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