CRÍTICA | EXTRAORDINÁRIO

Para aqueles que não são sensíveis, são poucos os filmes que tocam, encantam e principalmente emocionam. É preciso um conjunto de fatores para que uma trama consiga extrair isso de nós. Com sorte, encontramos aqui um filme que pode fazer você sentir tudo isso.


Extraordinário é um filme que praticamente dispensa qualquer apresentação. Já famoso por ser uma obra de R. J. Palácio, livro publicado em 2012 e que conta sobre a vida de Auggie Pullman, um garoto que sofre da síndrome de Treacher Collins, que causa deformação facial. A história acompanha Auggie em seu primeiro ano escolar, que todos nós já sabemos que é difícil para qualquer criança. Dificuldades de aprendizado, convívio com desconhecidos, o famoso "bullyng" presente em praticamente todo lugar, uma série de fatores que fazem o primeiro ano de uma criança na escola ser dificíl. E para Auggie, com certeza não seria diferente, talvez até pior. E é aí que o filme se torna interessante.


O foco do filme não é apenas dar atenção a doença, que aliás, com o passar dos minutos vendo o filme, você quase se esquece dela, mesmo sabendo que ela está presente ali o tempo todo. Eles dão muito mais atenção na troca de sentimentos comuns de uma pessoa que se sente diferente perante aos demais. O filme transmite muita afetividade, porque não conhecemos apenas o lado de Auggie, mas vemos também outros pontos de vista, mostrando as lutas diárias de seus pais e de sua irmã mais velha , o que deixa o filme muito mais humano. É bonito de se ver como o núcleo familiar é a chave para suportar dias e situações difíceis, algo que podemos levar para nossas vidas. 


O elenco é carismático, com Owen Wilson sendo aquele pai brincalhão e piadista, o que sempre tenta quebrar o gelo em uma situação chata. Temos Julia Roberts mais uma vez brilhante, como uma mãe dedicada e responsável, lutando para mesclar a vida em família com suas aspirações profissionais. E Izabela Vidovic como a irmã que apoia e ajuda, mas que se sente insegura na maior parte do tempo. E claro, Jacob Tremblay vivendo de maneira magnifica o protagonista Auggie. A sua doçura, inocência e inteligência fazem com que você se apaixone pelo personagem assim que o vê. Seu carisma faz com que o filme perca aquele tom sério e de piedade. 


O filme nos traz muitos ensinamentos, que podem servir para reativar bons sentimentos que já podem estar esquecidos dentro de nós. Sobre como ser gentil com qualquer pessoa, de qualquer classe, idade ou aparência. Ou entender que cada um tem suas lutas diárias e nós nunca saberemos o que realmente se passa em suas vidas e, sendo assim, respeitá-la. É muito bom ver um filme com uma boa trama e ótimos personagens, quando poderia ser só mais uma história melodrama chata, feita para impressionar apenas em alguma tragédia. Ainda bem. 


E agora juntando com o que eu disse no primeiro parágrafo deste texto, o filme toca, encanta e principalmente, emociona. E sim, consegue extrair tudo isso de nós. Convido você a assistir o filme de mente aberta, para que possa absorver o melhor que ele tem a oferecer. Extraordinário é um filme que comove, mas muito mais do que isso, é um filme que te traz uma belíssima mensagem. E qual é? Bom, depende de você. 
 

 

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