CRÍTICA | A ESTRELA DE BELÉM

O Natal está chegando e para muitos, é a melhor época do ano. É quando o coração se enche de esperança, renovação e compaixão e tudo fica mais bonito, aflorando os melhores sentimentos que podemos ter. E quando se trata de cinema, infelizmente não temos tido muitas produções inspiradas nesta época amada por tantos. Inclusive, se alguém perguntar: "quais os melhores filmes de Natal?", teremos que caçar na memória e voltar vários anos atrás para encontrar. Se lembram de Esqueceram de Mim, Um Herói de Brinquedo e O Grinch? Bons tempos. 


E outra coisa que temos visto bem pouco por aí são as animações. Enquanto todas as semanas estreiam filmes e filmes de todos os gêneros possíveis, as animações são bem raras, tendo no máximo duas ou três a cada semestre. Por sorte, hoje vamos de falar da junção das duas: Natal e filme de animação.


A Estrela de Belém estreia nos cinemas brasileiros neste dia 30 de novembro e nos traz uma história já bastante conhecida, a do nascimento de Jesus Cristo, porém, agora com o ponto de vista dos animais. A trama acompanha um asno (ou burro, se preferir) chamado Bo, que sonha em um dia fugir do estábulo que está aprisionado e seguir as caravanas reais, junto com seu fiel amigo pombo chamado Davi. E no meio da sua jornada, ele acaba conhecendo Maria e José, que foram abençoados por Deus para conceber seu filho. 


O roteiro do filme faz com que a história bíblica que já conhecemos se torne mais jovem e mais descontraída, tirando todo aquele peso e seriedade que conhecemos. Os personagens são muito simpáticos e são fáceis de gostar, principalmente Bo, o burrinho protagonista. Você também vai gostar muito do pombo Davi, da ovelha Ruth e dos três camelos dos três magos. Apesar de ter um teor religioso, o filme é leve e não implanta nenhum discurso do gênero, o que ajuda muito àqueles que não gostam muito disso. O filme é modesto, nada de esplêndido, mas nos entrega uma produção caprichada, esforçada e carismática, e mesmo já conhecendo essa história de trás para frente, ainda não perde o brilho. 


Pode ser considerado para todos os públicos, mas como os adultos já conhecem essa história "de cor e salteado", talvez não tenham a paciência suficiente para assistir do início ao fim com o mesmo entusiasmo, mas as crianças podem gostar. E por falar nisso, A Estrela de Belém é uma boa oportunidade para os pais aproximarem seus filhos da origem do Natal e de seu real significado. 


O filme passa longe das super-produções de animações que já conhecemos, mas não significa que é ruim. É um filme bonito, com lindas mensagens e que pode agradar a muitos. 
 

Comments

comments

Deixe um comentário