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Crítica | Como Treinar Seu Dragão 3

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O fim de um ciclo. Muitas vezes, é triste. Em outros casos, necessário. Quando se fala em cinema e filmes, quase sempre é um ou o outro. Melhor quando é o primeiro, porque se o fim acaba sendo triste (não por sua história, mas pelo fato de terminar), significa que foi bom. Já se foi necessário, bem, já sabemos que deve ter sido porque não foi bom (ou até foi, mas pode ter saturado com o tempo). E finalizando a analogia do "triste ou necessário", no caso de Como Treinar Seu Dragão 3, encerrando a trilogia que acompanha a história de Soluço e Banguela desde 2010, podemos dizer com toda a certeza de que é triste, porque foi muito bom. E deixará saudades. 

O último capítulo dessa história estreia no próximo dia 17 de janeiro nos cinemas. Os dois primeiros filmes tiveram grande sucesso, então a Universal e o diretor Dean Deblois tinham grande responsabilidade e tarefa de terminar essa história em grande estilo, como mereciam. Desde os materiais divulgados nos meses que antecederam essa estreia, já conseguimos ver que o foco do filme seria a amizade, companheirismo e amadurecimento de Soluço e Banguela. E é o grande foco do filme. A história conta com um roteiro simples, mas que se torna sutil e suficiente. A trama acompanha Soluço e Banguela em uma Berk pacífica, onde humanos e dragões convivem pacificamente e em completa harmonia, algo que Soluço brigou tanto para acontecer. Mas em uma missão, eles agora encontram um novo oponente: Grimmel. responsável pela morte de vários dragões e de quase extinguir a raça dos Fúrias da Noite, cujo único que sobrou foi apenas o Banguela. E o objetivo de Grimmel é justamente exterminar toda a raça. E no meio disso, Banguela acaba conhecendo outra de sua espécie, a Fúria da Luz, e tudo pode mudar. 

E tudo muda. A inserção da Fúria da Luz faz com que a própria história do Banguela tenha mais sentido. Ele passa de um "dragão de estimação" para um personagem que vai muito além, e conseguimos ver e entendemos a dimensão disso neste filme. As cenas com ela, por sinal, rendem momentos de muita fofura e risos. Os outros personagens tem seus momentos e são muito bem aproveitados, mas claro, sempre focando na relação de Soluço e Banguela. Já Soluço, é explêndido ver o quanto o personagem cresceu ao longo dos 3 filmes. Era um menino que lutava para mudar o pensamento das pessoas da sua vila, e que agora, já é um homem formado que lidera e precisa cuidar de milhares de pessoas. Um dos grandes pontos desta história, que rema contra a maré dos filmes em que os personagens continuam os mesmos. Outros elementos como o visual, trilha sonora e a maneira como algumas cenas foram criadas, também são dignas de muitos elogios.  

A franquia Como Treinar o Seu Dragão sempre tratou, desde o primeiro filme, sobre amizade e perdas. No caminho, Soluço perdeu seu pai, sua perna, sua motivação, mas sempre teve seu amigo Soluço ao seu lado. E neste 3° filme, essa relação se torna o ápice da conclusão de uma das melhores trilogias já produzidas. E aliás, o que faz dessa história ser uma das mais bonitas já contadas, é justamente o ensinamento que ela nos passa (e passa principalmente para as crianças): perseverança, luta, amizade e ideais.

E já deixo aqui avisado: se você tem coração mole, daqueles que se emociona até com comercial de margarina, recomendo levar um lencinho consigo para a sala de cinema. O ano mal começou e já podemos dizer, sem muito medo, de que este é um dos melhores filmes do ano e teve a conclusão que todos mereciam. 

(Estou voltando com as estrelas para nota dos filmes)

Nota: ✮✮✮✮✮

Assista ao trailer: 

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