CRÍTICA | ALIEN: COVENANT

Uma das maiores franquias da história do cinema está de volta. Alien: Covenant é o 6° filme da franquia, sem contar o crossover Alien vs Predador 1 e 2. E é claro que quando se fala de um grande sucesso, a expectativa é e sempre será gigantesca. E desta vez, a franquia trazia consigo uma somatória de atrativos, dos quais nos deixaram mais curiosos para descobrir o resultado final. O diretor Ridley Scott está de volta no comando do filme, temos uma nova protagonista, Katherine Waterston (Animais Fantásticos e Onde Habitam) e temos novamente Michael Fassbender (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido), ambos nos papéis principais do filme. E se já não bastasse isso, a franquia ainda tinha algumas “pontas soltas” para resolver de Prometheus (2012), que não agradou.

Somamos isso e ufa, até perdemos o fôlego, antes mesmo de assistir ao filme. Bom, uma coisa é certa: o filme não é decepcionante como foi Prometheus, mas de longe não é um dos melhores da franquia. E de certa forma isso decepciona, porque quando grandes sucessos têm continuações, sempre esperamos que a cada filme fique melhor (um exemplo disso é a franquia Velozes e Furiosos). Mas, também se engana quem pensa que o filme é bom. Mas vamos lá, vou explicar os prós e contras.

Como contra, o filme tem muita conversa (em alguns momentos até chega a dar aquele famigerado “soninho”) e pouca ação. Pouca ação para um filme que tem XENOMORFOS. Um filme que tem o tão poderoso Alien não pode ser tão “calmo” assim. Em contrapartida, já valendo como pró, as partes de ação são boas. Inclusive, a primeira morte do filme já mostra a que veio, com ótimos efeitos especiais e uma agonia de roer as unhas. O problema é que essas cenas espetaculares não se mantêm, então acaba não sendo uma experiência boa por completa, sempre fica faltando algo.  

Outro contra do filme é que o diretor Ridley Scott não sabe muito bem o que quer, do início ao fim. Em alguns momentos, parece um “casos de família”, com brigas internas e bobas entre os personagens. Em outros, relembra as origens e parece um bom terror no espaço, depois parece um suspense enigmático tentando decifrar o que ocasionou tudo aquilo. E a verdade é que nenhuma das propostas foi bem executada. Sem contar na “missão” meio sem sentido que a tripulação tem no filme.

Sobre o elenco, nenhum se destaca muito. A maioria só está ali para ter quem “morrer” no filme, os famosos figurantes com grife. Os atores que tem mais destaque são Fassbander e Waterston. O primeiro, é o personagem central da história, atuando tanto para o bem, quanto para o mal. A segunda, vive uma personagem que fica praticamente o filme todo de luto e choramingando. Algumas críticas do mundo à fora não gostaram nada da sua atuação. Já eu, acho que é mais culpa do roteiro do que a da própria atriz. Se os produtores queriam uma personagem assim, ela só cumpriu seu papel. Talvez o único erro dela foi justamente ter concordado com este roteiro. Mas chega de falar contra, está parecendo que o filme é muito ruim. Mas não é, tem muitas coisas boas também. Momentos aflitivos, efeitos visuais (mais uma vez falando) e principalmente sonoros. E o principal: contém cenas que nos fazem lembrar porquê “Alien” é um sucesso.

Alien: Covenant é, apesar de alguns defeitos, uma boa pedida e vale a pena ir ao cinema conferir. Repetindo pela milésima vez o que sempre digo nas minhas críticas: ler/assistir/ouvir críticas dos filmes que estreiam por aí é sempre bom e bacana, mas nada melhor do que você ir ao cinema e tirar suas próprias conclusões. É isso, pessoal! Até a próxima. 

Avaliação: 3,5.

Assista ao trailer aqui:

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