Se Westworld deu um nó na sua cabeça na primeira temporada, prepare-se para mais na segunda. Pelo menos é o que prometem os envolvidos com a série, que volta domingo, 22, às 22h, na HBO. Como o brasileiro Rodrigo Santoro, que faz o pistoleiro e ladrão Hector, um dos anfitriões (seres sintéticos criados para entreter humanos no parque do Velho Oeste chamado Westworld). "A primeira temporada era só a ponta do iceberg", disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, em Los Angeles "Há muito a explorar: o que existe no parque, o que está além do parque, a empresa Delos, que controla o parque. É bem mais amplo. Se você acha que viu muito na primeira, o escopo é completamente diferente na segunda." 

Uma das partes desse universo ampliado é o Shogunworld, com samurais e tudo, mostrado no último trailer. O bandido Hector se reencontra com Maeve (Thandie Newton), que no episódio final desistiu da oportunidade de sair de Westworld para procurar sua filha. Enquanto isso, Dolores (Evan Rachel Wood), que descobriu ter tido sua personalidade misturada ao cruel Wyatt e atirou nos humanos numa festa da empresa Delos no último capítulo, sai em busca do seu destino de autodeterminação ao lado de seu fiel Teddy (James Marsden) – pelo menos isso é o que acha, porque existe chance de tudo ser parte de outra narrativa criada pelo Dr. Ford (Anthony Hopkins, que em princípio não volta para esta temporada depois de levar um tiro na cabeça).

"Estava muito empolgada de descobrir esse novo lado dela e explorar quem é Wyatt e como seria agora que sua personalidade mesclou com a dele", disse a atriz Evan Rachel. "Todo mundo ficava dizendo: 'Ah, vai ser tão divertido! Os vilões são tão divertidos de interpretar!'. Embora ela não seja heroína nem vilã na verdade, mas uma rainha do caos, quando comecei a fazer, percebi que era difícil, sombrio e desafiador. Porque na série tentamos fazer tudo ser realista e não gratuito, sem glorificar nada. Então ela não sai atirando em tudo por diversão, como um caubói." Teddy, por sua vez, tomou consciência sobre sua real situação graças a Dolores – mas agora precisa redefinir sua identidade. Ele vai segui-la em sua jornada de rainha do caos? "Seu renascimento é no meio dessa bagunça", afirmou Marsden. Para ele, as palavras definidoras desta segunda temporada são: revolução, sobrevivência, mudança e escolhas. 

Bernard (Jeffrey Wright) é outro que precisa redefinir-se, depois de descobrir que não era um humano responsável por trabalhar nos anfitriões, mas um anfitrião também. "Ele está dividido entre as diferentes lealdades, os diferentes lados de si mesmo e desse caos. Ele achava que tinha uma vida de humano. Mas não era exatamente o caso. Só que ele tem proximidade com os dois lados. Ele tem muita coisa para resolver. E ainda lida também com problemas cognitivos depois de levar um tiro. Seu cérebro não está em sua melhor forma." Sua relação com Dolores, que sempre foi especial, pode ou não continuar sendo a mesma. "Não sabemos se a atitude de Dolores foi um ato de livre-arbítrio ou foi programação humana. Os anfitriões também tiveram muitas interações ruins com humanos, e pode ser que tenham de responder por isso. Essas questões todas estão ali", lembrou Wright. Mas este é um dos novos segredos da série, que promete deixar a internet em polvorosa com novas teorias.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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