Nesta quinta-feira (6), uma das produções de terror mais aguardadas do ano, “A Freira”, chega aos cinemas.

Esse é o quinto filme do universo de “Invocação do Mal”, criado por James Wan, que conta com mais quatro longas do contexto.

Vamos citá-los aqui de acordo com a linha temporal, sendo “A Freira” (2018), “Annabelle: Ciração do Mal” (2017), “Annabelle” (2014), “Invocação do Mal” (2013) e “Invocação do Mal 2 ” (2016). “The Crooked Man” e “Annabelle 3 “ já estão confirmados.

Fomos conferir a pré-estreia da esperada produção, que conta com a direção de Corin Hardy, que fez “A Maldição da Floresta” (2015), que não fez muito barulho aqui pelo Brasil, mas é um filme bem aceitável.

“A Freira” se passa em 1952 e conta a história do Padre Burque (Demián Bichir), que é convocado pelo Vaticano para investigar o suicídio de uma freira em uma abadia na Romênia. Os religiosos ainda indicam uma companheiram de jornada, a noviça Irene, interpretada por Taissa Farmiga, e alegam que a garota já é familiarizada com o território.

O convento fica localizado a alguns quilometros de uma pequena vila, que há anos, seus moradores têm o costume de mandar mantimentos para as freiras, porém sem manter contato, alegando que esta sempre foi a tradição e mencionando que o solo do local é amaldiçoado. Aí entra Frenchie, interpretado por Jonas Bloquet, que é o encarregado de levar os protagonistas ao sítio solicitado.

A partir daí muita coisa acontece. Muita coisa mesmo. Talvez, até demais.

A produção consegue se conectar ao universo cinematográfico da franquia, preenchendo algumas lacunas deixadas nos filmes, como as visões de Lorraine no primeiro longa, por exemplo, com direito a trechos da película.

Trilhas marcantes, efeitos especiais e sustos tomam conta da telona – mas sempre na mesma linha, com um jogo de camêra, variação de volume e "buuu".

Ponto positivo para a fotografia, que é bem bacana.

Preciso confessar que me senti assistindo a um derivado assustador de Van Helsing, ou outra produção de super-herói que acaba envolvendo sustos previsíveis e criaturas macabras. Senti falta das assombrações diabólicas, marcas de “Invocação do Mal”, que chegam a dar calafrios.

Algumas linhas de diálogo também deixam a desejar, entregando o enredo de bandeja, seja pela “falta“ de tempo (1h36m), ou pelo medo do telespectador não entender determinadas referências ou cortes de edição.

A atuação da Taissa Farmiga impressionou bastante. A atriz ficou conhecido pelos papeis em “American Horror Story”, na primeira temporada – Murder House; “Bling Ring: A Gangue de Hollywood” e “Terror nos Bastidores”, citando alguns. Porém, nunca vimos Taissa transparecer tanta tensão em uma cena como nas de “A Freira”. Destaque também para Bonnie Aarons, que interpreta Valak e consegue dar bons sustos no público.

É um filme ruim? Não. Mas a produção peca pelo excesso, seja de figuras diabólicas, de sustos ou até de humor.

Sim, nós sabemos que adaptações precisam ser feitas para que um bom roteiro possa ser desenvolvido. Porém, cenas desnecessárias estão bem presentes, o que acaba tirando um pouco daquela atmosfera sombria e cheia de tensão.

Além disso, precisamos mencionar que a origem do demônio também soou um tanto quanto superficial, com direito a um flashback digno de um filme de fantasia, que chega ao telespectador por meio das visões da noviça Irene.

Talvez essa seja a linha que "The Crooked Man" irá seguir e essa foi a forma de fazer um teste com o público. Enfim, não sabemos.

Como fá de terror que sou, o filme é mais divertido do que assustador. Já como admirador da criação do universo de James Wan, que apesar de não ter estado na direção, acabou participando da produção, esperava mais.

Nota 6/10

Vamos torcer para que os novos spin-off’s de “Invocação do Mal” consigam trazer de volta esse tom diabólico e assustador da franquia.

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