Vivemos em um tempo no qual, cada vez mais, as mulheres conquistam seu espaço como protagonistas de grandes histórias. No cenário da música eletrônica não é diferente: Ana Miranda é a artista por trás do nome ANNA, uma das primeiras brasileiras a alcançar relevância internacional, quebrando barreiras e tornando-se um dos símbolos do talento feminino nos palcos e nas pistas do Brasil e do mundo. Por conta disso o Club Vibe e a T2 Eventos promovem na próxima sexta-feira (25), a partir das 23 horas, na Usina5, uma noite repleta de feminilidade com ANNA e outras duas talentosas DJs que estão despontando na cena eletrônica, Tati Pimont e Ella Whatt.

Premiações não faltam para ANNA: em 2016 foi a vencedora na categoria Artista Revelação do DJ Awards e melhor DJ Underground pelo Rio Music Conference, além de ter ficado entre as 10 melhores artistas de Techno no Beatport, alcançando o TOP 10 com todos seus lançamentos. Isso a colocou no line-up dos principais festivais de música eletrônica da América Latina, sendo a única mulher brasileira convidada a tocar com Solomun em sua noite em Ibiza. Ao longo de sua trajetória, lançou por importantes e respeitados gravadores do mundo todo, como Kraftek, Diynamic, Suara, Circus, Octopus, entre outros, tendo a track “Odd Concept” entre as 10 mais vendidas do Techno do último ano. Para completar, foi convidada a levar sua música marcante e envolvente para o reconhecido Movement, em Detroit, por onde poucos brasileiros já passaram.

O aquecimento da pista para ela fica por conta de Tati Pimont, que é daquelas DJs cuja pesquisa impressiona: sua riqueza de repertório e a forma com que explora os beats minimalistas e grooves mais profundos chama a atenção de todos. Integrante do coletivo WAN (Without a Name), Tati é um dos nomes que mais fomentam a cena underground brasileira nos últimos anos, com sua grande inquietação por novos selos, que passam pelo house e pelo techno, sempre apresentando personalidade e qualidade no seu trabalho. Já tocou em outros países, como Uruguai, no Way Back, e em consagrados clubs e festas do Brasil, como DGTL São Paulo, Mamba Negra, detroitbr, Troop, Subdivisions, entre outras. Sempre que tocou no Club Vibe se destacou e foi motivo de grandes elogios do público.

Já Ella Whatt, projeto da produtora e DJ Graziela Largura, será responsável por assumir a pista após ANNA, levando a festa até o amanhecer. Atualmente com 28 anos, Graziela começou a tocar com 16. É formada em Produção de Música Eletrônica e adquiriu bastante experiência quando morou em Dublin, na Irlanda, época em que tocou em diversas cidades europeias como Atenas, Mykonos, Loutraki, Londres, Berlin, Amsterdam e Barcelona, mantendo residência em alguns clubs da capital inglesa e da cidade onde morava. De volta ao Brasil, juntou-se com Vini Ferreira para formar o Drunky Daniels, projeto focado em tech house que alcançou grande sucesso no Beatport com suas produções. Como Ella Whatt busca condensar toda influência de sua história em uma apresentação cuja linha musical é mais ampla, indo do house ao techno, apresentando melodias e composições próprias na medida certa.

Com estas três artistas, que lutam não só pela disseminação da música mas também pelo espaço de direito das mulheres no cenário musical, o Club Vibe busca enaltecer o talento feminino. “Desde o começo da minha carreira a música sempre foi prioridade, não a imagem. Nunca perdi espaço por ser mulher, muito pelo contrário, isso acabou me ajudando, pois como estamos em menor número nessa profissão, acaba sendo um diferencial. O problema é que temos que nos provar o tempo todo, provar que somos boas, que somos capazes, mas vejo que isso acontece em todas as áreas, todas as profissões, agora, cabe a nós, mulheres, mudarmos essa visão. Com certeza essa será uma festa que vai fortalecer ainda mais o posicionamento feminino no cenário da música eletrônica local”, comenta ANNA, em uma de suas recentes entrevistas.
A festa especial do Club Vibe e da T2 Eventos com ANNATati Pimont e Ella Whatt ocorre na próxima sexta-feira (25), a partir das 23 horas, na Usina5 – um complexo de galpões de uma antiga fábrica de açúcar e café, que foi revitalizado para receber a TribalTech 2017 e que hoje se tornou um dos principais espaços multiculturais de Curitiba.(Rua Constantino Bordignon, 5 – Prado Velho)

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